quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Especial “Ídolos” VI | a análise - DE OLHOS POSTOS NO TALENTO


A 7 de Fevereiro de 2015 a imprensa dava conta do regresso do mais aclamado formato de caça talentos do mundo e um dos mais bem sucedidos em Portugal. Foi com um misto de estranheza e satisfação que, ainda sem confirmações oficiais, encaramos o regresso do "Ídolos" ao pequeno ecrã, não por divergências com o formato (se assim fosse não teríamos escrito sobre ele ao longo de dezanove semanas), mas essencialmente por se tratar de uma aposta num género repetido - e já sabemos como funciona o público e a crítica televisiva quanto a este aspecto.

Embora tendamos a discordar desta ideia - veja-se o exemplo do "American Idol" ou do "The X Factor UK" que ao longo de várias temporadas se souberam sempre afirmar - a verdade é que a adesão do público à segunda temporada do "Factor X" (terminada em Janeiro) não tinha sido a melhor, e na procura pelo novo talento da dança em "Achas Que Sabes Dançar?" o cenário não estava a ser muito diferente. Quando a concorrência também parecia disposta a competir neste terreno - depois do "The Voice Kids" a RTP apostava em "Got Talent Portugal" -, o regresso do "Ídolos" poderia representar um risco enorme para um canal comercial que vive dos anunciantes e das receitas publicitárias impostas pelas audiências.

A confirmação não tardou a chegar com a abertura das inscrições e depressa arrancaram os castings na capital e na invicta. O hype entretanto gerado ficou muito aquém do de outras edições (o que poderia antever mais um insucesso), mas convictos de que em Portugal há muito talento por revelar e de que esta é uma óptima janela para o fazer, reservamos bastantes expectativas para este "Ídolos" 2015, designadamente na sua capacidade de se modernizar e reinventar. Cinco meses passaram, e depois de muitas dúvidas, inquietações e polémicas, a sexta temporada do "Ídolos" chegou ao fim. Nesta análise especial, vamos estar de olhos postos no talento. No talento dos concorrentes. No talento do apresentador. No talento de um larga equipa de profissionais responsável pela execução deste programa. E até mesmo na falta de talento de uma estação perante um formato de grande qualidade. Vamos olhar detalhadamente para a sexta temporada do formato, numa análise especial que assinala também a despedida desta rubrica.

UM NOME, UMA IMAGEM DE MARCA

A ausência de Cláudia Vieira na condução do formato ao lado do colega e amigo João Manzarra foi um dos tópicos de conversa mais badalados aquando do anúncio deste regresso. Depois de cinco temporadas com uma dupla de apresentadores - as duas primeiras com Sílvia Alberto e Pedro Granger - João Manzarra regressou sozinho para uma sexta temporada do programa que o viu crescer como profissional e o tornou num dos rostos mais queridos da televisão portuguesa.

Houve, claro, espaço para críticas, ou não fosse a televisão portuguesa a tv das duplas, que de manhã à noite nos invade com os mais variados pares de apresentadores, mas desde logo aplaudimos esta opção, até porque fazia antever uma aproximação à versão americana (e que se veio depois a confirmar na redução do painel de jurados e na renovação gráfica do programa).

Ao longo de todas as fases da competição, João Manzarra justificou por completo esta escolha, apresentando diferentes perfis que soube articular e transformar conforme era necessário, desde as brincadeiras da fase dos castings às exigências impostas pelos directos. Sozinho deu conta do recado, e teve para nós o melhor desempenho de sempre num programa por si apresentado. Mérito seja também dado à equipa de profissionais que a FremantleMedia Portugal reuniu para esta sexta temporada e que foi responsável pela idealização de grande parte dos momentos protagonizados pelo apresentador. Manzarra foi, de facto, o corpo perfeito para a execução das ideias desta equipa criativa.

OS ROSTOS MAIS TEMIDOS

A escolha do painel de jurados é um dos pontos chave para o sucesso de qualquer talent show e a sua apresentação um dos momentos mais aguardados pelo público (e que pode desde logo influenciar a sua adesão ao formato). Muito se especulou sobre quem se iria sentar na mesa de jurados deste "Ídolos" 2015, e sobre quem assumiria o papel de "vilão" até então ocupado por Manuel Moura dos Santos. A SIC e a FremantleMedia resolveram surpreender nesta escolha e apresentaram um renovado painel que, apesar das muitas e infundadas críticas, nos pareceu bastante capaz e se revelou bem mais competente que, por exemplo, o da edição passada.

Depois de marcar presença nas temporadas de 2009 e 2010 (as de maior sucesso), Pedro Boucherie Mendes regressou à mesa que o deu a conhecer ao grande público com as mesmas frases feitas e expressões difíceis que tanto têm de acessórias como de essenciais para o programa. Para trás ficaram as muitas informações da Wikipedia e a postura insensível, que deram lugar a um sentido paternal para com os candidatos. De um registo diferente, mas não menos acutilante, chegou Paulo Ventura. Com a escola de duas temporadas do "Factor X" o manager de artistas assentou que nem uma luva no formato e, ao longo de todo o programa, disse sempre o que tinha a dizer e nunca aquilo que queriam ouvir, tornando-o o alvo mais fácil de críticas. Mas foi aquele que, no nosso entender, melhor cumpriu a sua função.

A grande novidade prendeu-se com a figura feminina. A escolha de Maria João Bastos foi um dos pontos mais criticados da temporada. Existe em Portugal uma ideia pré-concebida de que ser músico é uma condição sine qua non para se integrar um painel de jurados deste género, e tal não é necessariamente verdade. O "Ídolos" em nada se assemelha a formatos como "The Voice" ou "The X Factor", tem outras motivações e aspirações, e o júri pode ser tão diversificado quanto assim se permitir (a própria apresentadora Ellen DeGeneres já foi jurada do "American Idol"). Maria João Bastos cumpriu na perfeição o que lhe era exigido e, apoiada por dois profissionais já experientes nestas andanças, manteve uma postura irrepreensível em todas as fases, bem mais agradável que a expressão de frete de Sofia Morais, o "carisma" de Roberta Medina ou a alegria de Bárbara Guimarães.

Se sentimos falta de um quarto nome neste júri? Pode até dizer-se que sim, talvez pelo facto de, ao longo de cinco temporadas, toda a mecânica do programa ter estado associada a quatro elementos. No fundo, uma questão de hábito; mas os hábitos mudam-se, e entendemos que esta redução tenha sido impulsionada pela aproximação à produção americana e com a qual o formato só saiu a ganhar - disso, estamos certos!

UMA NOVA GERAÇÃO DE TALENTO

São eles o sumo de qualquer formato de caça talentos e é neles que estão depositadas as maiores expectativas. Falamos dos concorrentes, cujo sonho alimenta a narrativa destes programas - e não esqueçamos nesta equação os já tradicionais "cromos", que muitas gargalhadas propiciam a todos os espectadores. Houve de tudo neste "Ídolos", e não temos dúvidas de que assistimos à escolha do mais interessante leque de candidatos de sempre, fruto de um casting equilibrado que deu a conhecer jovens talentosos, carismáticos e repletos de potencial artístico.

O verdadeiro potencial dos candidatos, como aqui tivemos oportunidade de referir, só se fez notar com a chegada do teatro, numa fase em que se confirmaram grandes talentos e se revelaram outros depois de castings mais modestos. Se, na fase das audições, alguém afirmasse que o "desengonçado" João Couto (como ele próprio se apelidou) seria o grande vencedor do programa ninguém acreditaria. Mas o certo é que ganhou, e ganhou muitíssimo bem! O seu percurso ascendente no programa veio apenas demonstrar que, neste "Ídolos" 2015 tudo podia, de facto, acontecer - e aconteceu! A capacidade de trabalho e evolução de todos os concorrentes foi enorme e muitos dos que eram inicialmente apontados como favoritos depressa foram cedendo o posto para talentos emergentes.

Nas galas marcaram presença doze equilibrados artistas, naquele que foi o mais renhido leque de finalistas de que temos memória. Já não se trata apenas da voz; trata-se da emoção, do espetáculo, da postura em palco, da empatia com o público. E nesse aspecto, os doze estudaram bem a lição. Semana após semana, fomos surpreendidos com escolhas musicais nada óbvias, com temas ousados e arranjos reboscados, em tudo distantes dos tradicionais karaokes com que este tipo de programas já nos massacrou. E foi um enorme prazer ver e ouvir a língua de Camões em praticamente todas as galas. O talento, a inteligência, e a musicalidade foram uma constante e a qualidade que esta temporada apresentou deve-se em grande parte a estes concorrentes.

A EXPERIÊNCIA DE DOZE ANOS

Seis edições e doze anos de experiência fazem do "Ídolos" um dos mais notáveis programas a nível nacional - uma verdadeira máquina de entretenimento televisivo. Em 2003, a ainda jovem FremantleMedia Portugal estreava-se nesta aventura e, doze anos volvidos, a evolução não podia ser mais notória, fruto não só da mudança dos tempos mas principalmente do know how que a produtora foi adquirindo nos últimos anos. O "Ídolos" cresceu, reinventou-se, modernizou-se. A equipa liderada por Frederico Ferreira de Almeida fez um trabalho notável quando, bem sabemos, nem sempre teve as melhores ferramentas ao seu dispor. E mostrou que, com os profissionais certos, é possível inovar sempre!

Esta evolução pôde ser comprovada logo na primeira emissão, numa estreia marcada por bons resultados audimétricos e por um enorme buzz nas redes sociais - com a hashtag oficial a alcançar destaque mundial. Espaços renovados, uma imagem modernizada, uma realização aprimorada e uma edição ritmada no ponto certo, numa clara aproximação ao que se faz em terras americanas. Ficou somente a faltar, como aqui insistimos várias vezes, a utilização de um novo genérico (até porque o "velhinho" destoa por completo da renovada imagem do programa), mas foi um mal menor que não deitou por terra as restantes modificações.

A qualidade manteve-se na fase do teatro, com a introdução de alterações que vieram enriquecer a dinâmica da competição, e assim continuou na fase dos directos, que foram o expoente máximo do trabalho desta equipa. Assistimos, de facto, a dez galas muito bem produzidas e que foram bastante superiores a qualquer outra produção assinada pela Fremantle nos últimos anos. Espetáculo foi a palavra de ordem e em palco nada faltou. Uma palavra de apreço seja também endereçada aos Bandídolos, aos bailarinos e respectivos coreógrafos, aos responsáveis pela idealização e montagem dos adereços cénicos e a todos os técnicos no estúdio e na régie.

Por outro lado, há ainda um longo caminho a percorrer nas plataformas online, embora saibamos que a gestão das mesmas não é total responsabilidade da produtora mas principalmente da equipa da SIC Online. Numa próxima edição deste ou de outro formato, esta gestão deverá ser entregue por completo a quem produz o programa, no sentido de haver uma maior articulação dos vários conteúdos e redes sociais. Veja-se, por exemplo, que a conta oficial do "Ídolos" no YouTube (rgerido pela produtora) não merece qualquer destaque no Facebook oficial ou no website, uma tendência que já transita de programas como "Factor X". Mas existem outras e importantes considerações a fazer sobre o papel da SIC neste processo e sobre os quais nos debruçaremos de seguida.

O INSUCESSO COMERCIAL

Os fracos resultados audimétricos desta temporada são óbvios, e face ao seu percurso decrescente em share e rating muitas questões se poderão colocar. Terão os portugueses virado costas ao formato? Não nos parece, de todo, que tal tenha acontecido. Estará esta fraca adesão relacionada com a menor qualidade da produção ou dos concorrentes? Temos a certeza que não, até porque se dependesse apenas destas variáveis esta tinha sido a temporada com maior visibilidade. Terá sido influenciada pela época do ano em que foi exibida? Em parte sim, porque nas estações frias (a época da televisão por excelência) a pre-disposição para ver televisão é muito maior. Mas não há uma única resposta que possa esclarecer todas as estas questões, talvez um estudo de mercado aprofundado o consiga fazer numa óptica comercial.

Mas a uma situação não podemos fechar os olhos: o "Ídolos" 2015 foi francamente maltratado pela estação e isso, não temos dúvidas, ditou parte deste insucesso. O cúmulo destes maus tratos aconteceu precisamente na fase dos directos. Não serão necessárias investigações académicas para concluirmos que, com galas a começar perto das 23h (para dar lugar a enlatados de apanhados) e a terminar de madrugada, não há público que resista. Aquilo que a SIC fez não foi só desacreditar o formato; foi desrespeitar o público e, acima de tudo, desperdiçar jovens talentos que mereciam outra visibilidade num horário bem mais nobre.

Esta quase invisibilidade foi uma constante ao longo de toda a temporada e, exceptuando as promos às emissões semanais e um ou outro apontamento feito pela voz-off do canal, o "Ídolos" não foi rentabilizado em antena como noutras ocasiões - uma situação no mínimo caricata se tivermos em conta que o day time da estação pertence à mesma produtora. Veja-se, por exemplo, que nas cinco temporadas anteriores os concorrentes eliminados foram marcando presença nos programas do canal, mas este ano tal não foi opção; assim como não foi opção a abertura das votações imediatamente após a semifinal, de forma a decorrerem ao longo de toda a semana (o que poderia envolver mais público). E uma final merecia bem mais do que a presença dos três finalistas no "Grande Tarde".

Este tratamento diferenciado prosseguiu no dia seguinte à final. Depois de uma visita de médico ao programa de Júlia Pinheiro (integrada num espaço cor-de-rosa, veja-se bem!), João Couto não marcou presença no "Jornal da Noite" assim como Berg, Filipe Pinto ou Diogo Piçarra. E nenhum apontamento, por mais pequeno que fosse, foi feito sobre a sua vitória. Pior ainda: foi emitida uma reportagem alargada sobre a presença de Conchita Wurst na gala, mas que ignorou por completo o programa e os seus concorrentes. Já sabemos que a polémica "mulher de barba" é por si só notícia, mas este desprezo pelo programa foi por demais evidente. Terá um talent show interesse noticioso? Não muito, mas também não o tinha há dois ou três anos atrás. E convenhamos: quando num noticiário há espaço para a mostra de selfies e para exibir casas milionárias de jogadores de futebol, há espaço para tudo!

Agradecemos de verdade à SIC por nos ter dado oportunidade de assistir a mais uma temporada do "Ídolos", mas acreditamos que este grande formato, que muitas alegrias já trouxe à estação, merecia ter recebido um outro tratamento. Esperamos que, numa próxima edição, tal não se volte a repetir. E já agora, que o programa seja integralmente transmitido em 16:9, bem como toda a emissão do terceiro canal. A ver vamos!

UM FUTURO INCERTO

Dos EUA chegou-nos recentemente a notícia do cancelamento de "American Idol" por parte da FOX. Em 2016, o programa que mais talentos deu a conhecer do outro lado do atlântico chega ao fim, naquela que se avizinha ser uma despedida em grande do formato. Face a esta tendência, e depois do insucesso comercial da edição deste ano, irá o "Ídolos" regressar à antena SIC? Uma hipótese provável é o "Factor X", já testado, ocupar definitivamente o seu lugar passando a ser uma aposta mais recorrente do canal. Outra, menos provável, é a estação fazer uma pausa alargada em formatos de música para, passado um longo período, os fazer regressar ao ecrã.

O "Ídolos" tem, no nosso entender, todas as condições e mais algumas para voltar aos ecrãs nacionais. Mas, como qualquer outro programa, tem que continuar a reinventar-se e a inovar, seja nas questões gráficas, na mecânica do concurso, no aumento da interactividade ou até na implementação de novas formas de votação. A equipa da FremantleMedia Portugal já provou ser capaz de o fazer, e demonstrou nesta sexta temporada que, mesmo perante as dificuldades decorrentes de um orçamento reduzido, é possível fazer mais e melhor. Basta ter criatividade!

Num futuro muito próximo seria interessante a organização de mais uma edição da "Idolomania". Veja-se os exemplos que nos chegam do exterior, nomeadamente do Reino Unido e dos EUA, onde já é tradição a realização destas digressões logo após o término das temporadas. Trata-se de um excelente meio para potenciar um início de carreira a muitos destes artistas e de os ajudar a entrar no mercado. Mas, aparentemente, a digressão em terras lusas não voltará a acontecer, reflexo de uma falta de interesse generalizado neste tipo de programas, não só dos canais mas também dos promotores de eventos.

Ao longo das últimas semanas, fomos aqui deixando os nossos gostos, avaliações e críticas. Levamos até si análises tão fundamentadas quanto nos foi possível, decorrentes de uma paixão enorme pelo formato e de um acompanhamento minucioso de todas as emissões. Manifestamos sempre as nossas opiniões, que são tão válidas como as de quaisquer outros espectadores, e até fomos alvo de críticas - quem não o é? Ficamos aborrecidos com algumas escolhas mas também nos alegramos com outras, e no final até festejamos a escolha do novo ídolo de Portugal. Afinal, o "Ídolos" é isso mesmo: é vivência, é envolvência, é a revolta momentânea e a felicidade que não tarda em chegar. E é também saudade, aquela saudade com que, neste momento escrevemos estas últimas palavras, já de olhos postos numa próxima edição. Que este não seja um adeus, seja antes um até já. Vemo-nos na sétima temporada!

Conheça os novos mentores do "The Voice Portugal"

O "The Voice Portugal" está de volta ao pequeno ecrã e a estreia acontece já em Setembro. Os novos mentores foram revelados esta quinta-feira e as gravações deverão arrancar muito em breve.

O regresso do "The Voice Portugal" é a principal aposta da RTP 1 na área do entretenimento. A nova temporada contará novamente com Catarina Furtado e Vasco Palmeirim na apresentação e a estreante Jani Gabriel irá substituir Laura Figueiredo no papel de Repórter V.

Uma das novidades mais aguardadas da temporada, e que até agora permanecia no segredo dos deuses, dizia respeito ao novo painel de mentores. A curiosidade foi sendo desfeita no Facebook oficial do programa e terminou ao fim da tarde desta quinta-feira, com a apresentação do rosto que se estreia no formato.

Áurea é a grande novidade deste "The Voice Portugal" e inicia-se na aventura das cadeiras giratórias. O painel fica completo com Anselmo Ralph, Marisa Liz e Mickael Carreira, que transitam da última temporada. Os quatro preparam-se para entrar em cena com o arranque das Provas Cegas.

AUDIÊNCIAS | Quarta-feira, 26 de Agosto de 2015

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

"NCIS" está de regresso à SIC

A SIC estreia esta quarta-feira a décima primeira temporada de "NCIS". A equipa liderada por Gibbs promete trazer novos episódios cheios de acção, mistério e drama.

A série policial "NCIS" está de regresso à SIC com a sua décima primeira temporada. A estação de Carnaxide estreia esta quarta-feira, 26 de Agosto, os novos episódios desta produção CBS que retrata o dia a dia da equipa liderada pelo agente especial Gibbs.

Nesta temporada, a história vai girar na perseguição ao terrorista Benham Parsa, responsável pela morte do Secretário da Marinha Clayton Jarvis e pelos atentados contra Gibbs e a sua equipa, sendo celebrado o episódio 250 da série.
A 11ª temporada de 'Investigação Criminal' fica ainda marcada pela saída do elenco principal de Ziva David, personagem interpretada pela actriz Cote de Pablo, e pela entrada da personagem Eleanor Bishop, nova agente especial.

De destacar, ainda, que a temporada de "NCIS" conta com a apresentação da equipa de "NCIS New Orleans", num episódio duplo, e a homenagem ao actor Ralph Waite no último episódio, que interpretava a personagem Jackson Gibbs.

Recheada de mistério, acção, suspense e drama, a décima primeira temporada de 'NCIS' irá ser transmitida de segunda a sexta-feira, logo após a exibição de "Império".

AUDIÊNCIAS | Terça-feira, 25 de Agosto de 2015

terça-feira, 25 de agosto de 2015

“Ídolos” VI | a análise #19 (Gala 10 | Final)

João Couto é o novo ídolo de Portugal. A escolha aconteceu no passado domingo naquela que foi a derradeira gala do programa da SIC e para a qual olhamos agora atentamente nesta análise.

Já envolvidos por alguma nostalgia damos início à análise da décima e última gala da sexta temporada do "Ídolos". Estamos certos que, quer ao vivo (veja aqui algumas fotos) quer na televisão, esta foi a melhor gala da temporada e arriscamos mesmo dizer que terá sido uma das melhores já feitas em doze longos anos do talent show em Portugal. Afinal, um grande programa de televisão não podia terminar de outra maneira.

Os dados audimétricos mostram que, ao longo de dezanove emissões, este "Ídolos" 2015 nem sempre foi recompensado pelos números (esses ingratos share e rating que tantas vezes condicionam a boa televisão), mas felizmente a qualidade esteve sempre lá. Numa altura em que o mercado acusa alguma saturação deste género televisivo, há muito para ser dito sobre esta temporada, mas para não desviarmos o olhar do principal foco desta análise - a grande final - tal balanço será feito numa edição especial que será publicada brevemente.

Foi com enorme satisfação que assistimos à vitória de João Couto e à sua consagração como novo ídolo de Portugal - nunca escondemos a nossa preferência enquanto espectadores assíduos do formato. A emoção e a surpresa depressa tomaram conta do jovem de Vila Nova de Gaia, mas acreditamos ter-se tratado de uma escolha justa dos portugueses (sabendo que não seria menos justa para qualquer outro finalista). Temos a certeza que João Couto é, a partir de agora, um nome a fixar no panorama artístico e musical português. Assim saiba aproveitar esta rampa de lançamento.

Toda a gala, de resto, foi marcada por momentos fantásticos, e começou com uma extraordinária actuação que marcou o regresso ao palco dos ex-finalistas. Seguiu-se uma original entrada em cena do anfitrião da noite, João Manzarra (que exibiu todos os seus dotes de graffiter) e uma recepção em grande ao painel de jurados composto por Maria João Bastos, Paulo Ventura e Pedro Boucherie Mendes (e que, ao longo das várias galas, poderia ter sido opção mais vezes).

Todo o trabalho gráfico e de realização desenvolvido para esta final - onde destacamos todas as vt’s, nomeadamente as que foram rodadas no Parque das Nações - merece aqui um grande reconhecimento. A equipa responsável pela idealização e montagem dos vários adereços cénicos mostrou também estar à altura das grandes produções que, todos os dias, nos chegam do estrangeiro. Lamentamos, ainda assim, que depois de uma presença regular ao longo das várias galas, o fumo não tenha aparecido nesta final; a sua utilização iria, certamente, imprimir um maior espetáculo em vários momentos.

Uma outra nota menos positiva vai para o facto de, durante a primeira parte do programa - e que foi a mais longa - não ter constado no ecrã da emissão a indicação de "Final". Tratou-se, possivelmente, de um lapso da equipa de continuidade da SIC (responsável pela inserção deste tipo de caracteres a partir da sede da estação, em Carnaxide) e ao qual a equipa da FremantleMedia Portugal (presente nos estúdios em Paço de Arcos) foi alheia. Muitos poderão achar esta observação desnecessária (e se calhar até o é), mas convenhamos que a ausência desta indicação durante a primeira parte pode ter ditado uma menor adesão do público - afinal, não estamos a falar de apenas mais uma gala do "Ídolos", estamos a falar de uma final, e com uma estreia na concorrência este pode ter sido um erro crasso.

De um modo geral, apresentador, concorrentes, bailarinos, jurados e técnicos - em suma, todos os envolvidos - mostraram estar bem preparados e coordenados para proporcionar um programa de televisão repleto de luz, cor, ritmo e emoção. Mas a atenção esteve sempre centrada nos protagonistas da noite, os três finalistas, e nas actuações que, em palco, apresentaram para conquistar o título de ídolo de Portugal.

Numa primeira ronda, que decorreu sem interrupções, cada um interpretou um tema à sua escolha. Na segunda vez em palco, João, Paulo e Sara reviveram actuações marcantes do seu percurso no "Ídolos". Na terceira e última ronda, e já com o terceiro lugar entregue, os dois grandes finalistas tiveram uma derradeira oportunidade para conquistar os portugueses. Olhemos atentamente para cada um deles:

 SARA MARTINS (8/10) >>  Com Valerie, dos, The Zutons, a Sara deu início às actuações da noite. Fizeram-se notar algumas falhas na sua voz, nomeadamente os tiques soluçados que aqui já fizemos referência, mas que são normais numa final - afinal, os nervos estavam à flor da pele. A performance valeu pelo ritmo e, acima de tudo, pela forte presença da concorrente em palco - e que grande presença teve!
Na segunda ronda, interpretou You And I de Lady Gaga, tema que havia levado ao concerto no MEO Arena. Foi notória a evolução da concorrente desde essa fase. E no palco pôde novamente mostrar que não é apenas uma intérprete, mas acima de tudo uma performer. Deixamos também uma nota muito positiva para toda a encenação que acompanhou a concorrente durante esta actuação.
Pela última vez no palco, a jovem de Barcelos deu voz a Cosmic Love, dos Florence and The Machine, numa interpretação genuína, sincera e sentida, com uma postura que já não apresentava há algum tempo neste palco - talvez desde a quarta gala, quando dedicou aos pais o tema A Pele Que Há Em Mim. Foi bom rever a Sara de antigamente, aquela Sara que nos havia conquistado aquando do Teatro. Foi a sua melhor actuação nesta gala e possivelmente uma das melhores ao longo de todo o seu percurso no "Ídolos".
 JOÃO COUTO (10/10) >>  Dos três finalistas, o João foi o único a cantar em português nesta final, o que por si é de louvar. Com Pica do 7, de António Zambujo, demonstrou uma vez mais a sua inteligência enquanto artista, numa interpretação irrepreensível que encaixou na perfeição no seu timbre vocal. É incrível a forma como o concorrente deixa transparecer a sua paixão pela música e o gosto de pisar um palco - e poucos são os artistas profissionais que o conseguem fazer com tanta verdade como ele espontaneamente faz.
Englishman In New York, de Sting, foi o tema escolhido para a segunda ronda. E se, inicialmente, esta escolha nos suscitou alguma estranheza (até porque a primeira gala não foi, de todo, a melhor do concorrente), assim que soaram os primeiros acordes e a sua voz se fez ouvir confirmou-se uma certeza: a de que não são precisos temas épicos e grandiosos para demonstrar um artista. O João Couto é a prova provada disso. Que grande momento!
Já na luta directa pelo título de ídolo, interpretou Something dos seus ídolos musicais, os The Beatles, e provou o porquê de ele mesmo ter sido assim apelidado. Se recuarmos ao início da competição, ninguém diria que este jovem tímido e "desengonçado" chegasse tão longe, e sem nunca ter figurado entre os menos votados. O João revelou-se o concorrente mais versátil desta temporada, aquele que mais cresceu, que melhor se transformou em palco, e se dúvidas ainda houvesse a esse respeito (e estamos certos que não havia), esta última actuação veio dissipá-las por completo. Temos ídolo!
 PAULO SOUSA (7/10) >>  Costuma dizer-se que o sucesso resulta de 10% de talento e de 90% de suor e neste "Ídolos" 2015 o Paulo foi o reflexo disso mesmo. Semana após semana, demonstrou ser um dos concorrentes que mais trabalhou e se esforçou para atingir os seus objectivos, mas o seu ponto fraco prendeu-se essencialmente com a fixação em registos musicais semelhantes, e que veio a abandonar já na recta final do programa. A sua primeira actuação numa noite de emoções fortes surpreendeu pela escolha: um mashup de Cry Me A River. O concorrente saiu da sua zona de conforto, arriscou e o resultado não podia ser mais positivo. Brilhante interpretação!
Pela segunda e última vez no palco do "Ídolos", o Paulo recordou, à semelhança da Sara, o concerto que antecedeu as galas em directo e trouxe Just The Way You Are, de Bruno Mars. Com um arranjo bem ao seu estilo, teve uma entrada em grande em palco e apresentou uma interpretação vocal cuidada que foi acompanhada por uma interessante interacção em palco com o par de bailarinos. Uma clara evolução face à mesma interpretação apresentada no MEO Arena. Ainda assim, talvez não tenha sido esta a escolha mais acertada para apresentar numa actuação onde tudo se podia decidir.

A presença de Conchita Wurst era um dos momentos mais aguardados da noite. Com o seu You Are Unstopable, a vencedora do Eurovision Song Contest 2014 deu voz a uma grande actuação que depressa se tornou viral nas redes sociais, inclusivamente a nível internacional. Por esquecimento ou por questões de tempo, João Manzarra não traduziu a entrevista feita à austríaca, situação que pode ter aborrecido alguns espectadores menos familiarizados com o inglês. Um erro a evitar e que caiu menos bem numa final de grande qualidade. Também o português Boss AC marcou presença nesta final com o seu recente single Tem Calma, Relaxa. A plateia aderiu, efusivamente, à boa energia desta actuação e, bastante afinada, entrou no ritmo do refrão.

Um momento de maior tensão chegou, entretanto, ao palco do "Ídolos". Falamos da revelação do terceiro lugar do pódio. Paulo Sousa foi o primeiro a conhecer o seu destino nesta final. As duas interpretações não lhe garantiram os votos suficientes para lutar pelo título de ídolo na derradeira ronda de actuações. O concorrente de Coimbra levou para casa um honroso terceiro lugar.


João Couto e Sara Martins regressaram ao palco para a derradeira oportunidade de apelar ao voto dos portugueses naquelas que foram (tal como referimos nas avaliações individuais acima) as suas grandes actuações da noite. No estúdio, a ansiedade era muita e estamos certos que em casa o cenário não seria muito diferente. A hora da grande revelação aproximava-se perigosamente, mas não sem antes serem recordados alguns dos melhores momentos desta temporada - e que grande temporada!

Por entre o balanço dos jurados e as palavras de agradecimento do apresentador, o momento mais esperado de todos chegou. A decisão estava tomada e restava agora revelar o escolhido dos portugueses. Num momento de grande tensão e suspense, João Manzarra anunciou finalmente o nome do novo ídolo de Portugal.



O momento da revelação de João Couto como novo ídolo de Portugal foi absolutamente fantástico, quer ao vivo quer na televisão. E o revestimento do estúdio a dourado, com o nome do vencedor em grande destaque no led wall, foi muitíssimo bem conseguido. No palco só faltaram mesmo os efeitos pirótécnicos já tão característicos destes anúncios - e que seriam bem mais grandiosos que os modestos confetis.

A consagração da sua vitória continuou com a apresentação emocionada do seu single Chama Por Mim, composto por Diogo Piçarra para o vencedor, a convite da Universal Music Portugal. O tema encaixou na perfeição na voz de João Couto e, durante o dia de segunda feira, entrou mesmo para o top de vendas no iTunes. Pode este ser um bom indício para o disco que, a partir de agora, João vai desenvolver com a produtora e que faz parte dos prémios do programa.

Além do contrato de artista, o jovem de Vila Nova de Gaia - e que é o vencedor mais novo de sempre do "Ídolos" em Portugal - ganhou também um automóvel Opel Corsa (que foi entregue por Liliana Campos) e um prémio monetário no valor de 30 mil euros que, como o próprio adiantou no final da gala, deverá ser encaminhado para prosseguir os estudos na área da produção e escrita musical.

Com um "Até sempre!" João Manzarra deu por encerrado mais um "Ídolos", numa despedida visivelmente sentida - ou não fosse este o formato que viu o apresentador crescer e o tornou num dos mais respeitáveis rostos do entretenimento televisivo nacional. Nós por cá adiamos este adeus até à publicação da análise especial onde, como referimos no início deste artigo, faremos um balanço global de toda a temporada.

OFICIAL: Debate final das Legislativas cancelado

O debate entre os candidatos às Legislativas 2015 foi oficialmente cancelado. A informação foi anunciada pelos canais de televisão através de um comunicado conjunto.

O debate final das eleições Legislativas 2015, que seria realizado com todos os candidatos, e estava agendado para o dia 22 de Setembro, foi oficialmente cancelado. As direcções de informação da RTP, SIC e TVI assinaram um comunicado conjunto em que anunciaram o cancelamento do debate.

"As diferentes candidaturas não chegaram a acordo sobre os participantes no mesmo. Assim, apesar dos esforços efectuados no sentido de viabilizar este debate, o mesmo não irá realizar-se, por motivos alheios à vontade das direcções de informação da RTP, SIC e TVI.", lê-se no comunicado.

Mais se lê: "As direcções de Informação da RTP, SIC e TVI lamentam que as candidaturas não tenham chegado a acordo e reunido as condições para a realização desse debate alargado. Estão, no entanto, convictas de que os demais debates agendados podem contribuir para uma informação mais próxima e esclarecida dos cidadãos".
Em causa está a (não) participação de Paulo Portas neste debate final e o facto de alguns partidos considerarem que só deveria estar presente um representante de cada candidatura com assento parlamentar - o PSD e o CDS vão a votos coligados. Por sua vez, os dois partidos de direita consideram que tanto PSD e CDS deviam estar presentes, pelo facto de ambos terem assento parlamentar. A diferença entre "candidaturas com assento parlamentar" e "partidos com assento parlamentar" está na base do diferendo.

"Ao fim de várias semanas de reuniões com os representantes das candidaturas, será possível organizar um conjunto de frente a frente entre os líderes ou representantes dos partidos políticos ou candidaturas representados no Parlamento e que concorrem às próximas eleições. Esses debates vão ocorrer nas próximas semanas", explica o comunicado das três televisões.

"Sublinhamos que um desses frente a frente, aquele que envolve o Dr. Pedro Passos Coelho e o Dr. António Costa, será, por proposta editorial das televisões, transmitido em simultâneo pelos três canais de sinal aberto, um facto inédito na história da democracia portuguesa".