terça-feira, 24 de maio de 2016

AUDIÊNCIAS | Segunda-feira, 23 de Maio de 2016

segunda-feira, 23 de maio de 2016

AUDIÊNCIAS | Domingo, 22 de Maio de 2016


AUDIÊNCIAS | Sábado, 21 de Maio de 2016


AUDIÊNCIAS | Sexta-feira, 20 de Maio de 2016

domingo, 22 de maio de 2016

"MasterChef Júnior" vai começar

O formato de culinária mais famoso do mundo está de regresso à televisão portuguesa, desta vez para colocar à prova jovens cozinheiros. A estreia de "MasterChef Júnior" acontece este domingo, na TVI.

Manuel Luís Goucha, Miguel Rocha Vieira e Rui Paula regressam ao cargo de jurados do "MasterChef", mas agora para avaliar cozinheiros de palmo e meio. Ao longo de dez semanas, jovens entre os oito e os doze anos vão mostrar o talento e a criatividade na cozinha nas várias provas de exteriore e de estúdio.

Os pequenos cozinheiros que alcançarem o primeiro e o segundo lugar da competição serão premiados com um curso na filial madrilena da maior escola de cozinha do mundo, a Le Cordon Bleu. O grande vencedor ganha também uma viagem no maior navio de cruzeiros do mundo e, claro, o título de primeiro MasterChef Júnior Portugal.

A temporada já foi gravada na totalidade e a fase de castings começa a ser transmitida nos ecrãs este domingo. A estreia está marcada para as 21h30, logo após o "Jornal das 8", na TVI.

OLHAR A 7ª ARTE | Como despejar uma família


Creio que mais ou menos na altura em que The Big Short deliciava a crítica e público, aqui em Portugal, surgiu outro filme relacionado com a crise financeira de 2008, que estou certa de não ter recebido a merecida atenção. Falo de 99 Homes, do realizador Ramin Bahrani, com as participações de Michael Shannon, Andrew Garfield e Laura Dern. Bahrani não pretende explicar a crise, bem longe disso, mas não deixa de apresentar uma película sobre vencedores. No entanto, não os glorifica. Vencedores e vencidos caminham lado a lado, com objectividade e factualidade. 


Michael Shannon assume, de forma brilhante, o pele de Rick Carver, um homem que, ao serviço dos bancos, regula o despejo de famílias que não conseguiram pagar as prestações dos empréstimos ou hipotecas, que elas próprias pediram, e depois adquire os imóveis para colocá-los novamente no mercado. Dennis Nash, um operário de construção civil, é despejado, juntamente com a mãe (Laura Dern) e o filho Connor (Noah Lomax). No entanto, o destino tece das suas, e depois de um biscate para o homem que o despejou, acabará a regular o despejo de outras famílias. 

O filme parece obedecer a um certo rigor científico, a uma concentração e precisão quase cirúrgicas. Os despejos obedecem a um método. As famílias podem resistir mais ou menos, podem matar-se, podem barricar-se, podem sair atarantadas, é indiferente. Têm dois minutos, nem mais nem menos, para juntar os pertences de primeira necessidade e abandonar a casa. Uma equipa de operários esvazia o imóvel e tudo é colocado num jardim. Se quiserem os seus pertences têm até ao final do dia para levá-los. A fechadura é mudada. Para onde vão? Para motéis apinhados de outras famílias na mesma situação. 
O método torna-se mais revoltante a cada repetição, especialmente porque Bahrani deixa claro que não há possibilidade de mudança, e fá-lo na pessoa de Carver. Imperturbável, desconhece qualquer sentimento de compaixão. Não se espera menos de um homem que olha para uma casa e vê uma caixa preenchida com dinheiro e oportunidades. O conselho "don’t get emotional about real estate" não é apregoado à toa. O sistema falhou-lhe mas, ao invés de se lamuriar, escalou-o e fez-se vencedor. 

Já Nash (também formidavelmente interpretado por Garfield), embora seduzido pelo mundo que Carver lhe introduz como possibilidade, não consegue ver uma casa da mesma forma e tem como único objectivo recuperar a sua, a qualquer custo. Falhou uma vez à família, mas não lhes quer falhar outra vez. Às vezes parece querer chorar, enquanto o mundo desaba, mas nunca o faz. Não tem tempo. O desespero é demasiado. A solução é continuar, mesmo que a vergonha o impeça de admitir honestamente para quem trabalha. 

A previsibilidade final em nada diminui o filme porque, coerentemente, o sistema permanece do lado dos vencedores: "America doesn’t bail out the losers. America was built by bailing out winners".