segunda-feira, 31 de março de 2014

"The Voice Portugal" em análise #1

Em 2011 a RTP apresentava "A Voz de Portugal", numa das primeiras adaptações ao programa que fazia sucesso na Holanda. O formato assinado por Jon de Mol cresceu, foi adaptado em dezenas de países e agora, numa altura em que se ternou num verdadeiro fenómeno, regressou a terras lusitanas. O "TheVoice Portugal" prometia, desde o início, voltar "melhor do que nunca". E não é que voltou mesmo?!


Antes ainda da RTP dar por encerradas as negociações para este regresso, a imprensa noticiava que a TVI estaria interessada no "TheVoice". Ao invés de "deixar fugir" o programa, como aliás tem vindo a ser tradição na estação pública (tome-se, como exemplo, a perda dos direitos do "MasterChef", para TVI, ou do "Got Talent", para a SIC), Hugo Andrade foi à luta e viu no "TheVoice Portugal" a grande oportunidade para (re)conquistar os portugueses com um formato de grande entretenimento, naquela que é a primeira batalha da RTP pelas audiências do prime-time de domingo.

Desde logo se instaurou um burburinho à volta do programa, dos apresentadores, dos mentores e, claro, da produção da Shine Iberia, neste que é um dos maiores desafios da jovem produtora que chegou em 2012 a Portugal. E não desapontou. É certo que só assistimos ao primeiro programa. Mas também é certo que as nossas expectativas (e, a julgar pelo feedback nas redes sociais, a dos restantes espectadores) não foram defraudas. O balanço desta estreia é francamente positivo.

Logo a abrir, o "TheVoice Portugal" teve a proeza de prender o espectador ao ecrã, com uma edição de imagem bem ritmada que nada ficou a dever às versões internacionais. A filmagem, o grandioso cenário das Provas Cegas, os corredores para o palco, as salas do backstage, enfim, tudo parece ter sido pensado ao pormenor pela produção. Caso para evocar as palavras de Rui Ávila, director da ShineIberia Portugal, à Notícias TV: "Nós aqui produzimos, não desenrascamos".

Estávamos à espera de um visual gráfico que, à semelhança do belíssimo cenário apresentado, fosse ao encontro da versão americana - isto no no que diz respeito ao genérico e oráculos que, tal como se viu, mantiveram a linha da primeira edição (e não se pode dizer que estejam mal conseguidos). Mas damos os parabéns à equipa de montagem pelos excelentes efeitos de transição entre as várias partes do programa - foi bom ver um cunho português nesta adaptação; quem sabe, no futuro, sejam outros países a inspirar-se nas nossas adaptações, e não o contrário.

Embora não tenham mostrado em pleno o que valem como dupla, não podemos deixar de falar dos anfitriões deste "TheVoice Portugal". Ainda num papel secundário, que quase se resume ao acompanhamento dos concorrentes e à voz-off que narra o programa, Catarina Furtado e Vasco Palmeirim não desapontaram. A ver vamos como será o seu desempenho nas próximas fases do formato.

A ver vamos, também, como será a evolução do painel de mentores, que tanta polémica gerou quando foi anunciado. Polémicas à parte, e embora não tenham também mostrado todo o potencial, o certo é que os quatro cantores cumpriram com alguns dos ingredientes desejados para um formato do género: sorriram, choraram, envolveram-se emocionalmente com os concorrentes, brincaram entre si e cada um deles demonstrou estar sentado naquela cadeira para levar para a sua equipa a melhor voz de Portugal.

E já que falamos de vozes, falemos do talento que, nesta estreia, foi muito. E as equipas, essas, começam a ganhar forma. Marisa Liz vai na frente com quatro candidatos: Anouska Romão, Inês Lucas, Miguel Monteiro e Nádia Marques. Segue-se Rui Reininho, com três: Alexandre Casimiro, Gabriela Pina e Benedita Gonçalves. Em terceiro lugar, Anselmo Ralph, com dois concorrentes: Constança Gonçalves e Pedro Garcia. Em último nesta corrida está, por agora, Mickael Carreira que conta apenas com Renata Gonçalves na sua equipa.

Depois de uma estreia que foi uma agradável surpresa, é caso para dizer que este "TheVoice Portugal" promete - e espera-se apenas e só o melhor nos programas e fases que ainda hão-de vir. Nem sempre as audiências são o mais importante e, mesmo sem saber os resultados que a RTP vai conseguir com esta estreia, não há duvidas que este foi um tiro bastante certeiro.

Com a chegada do "TheVoice" chegam também ao OLHAR A TELEVISÃO as rubricas semanais de análise. Todas as semanas vamos levar até si a opinião mais detalhada sobre o programa que procura a melhor voz do país. E é com votos de muitas (e boas) vozes que terminamos a análise desta noite. Já sabe: temos encontro marcado no próximo domingo!

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