quarta-feira, 2 de abril de 2014

IN & OUT | Março 2014

  
Com o fim de Março, chega o momento de eleger o que de melhor e pior que se fez em televisão durante este mês. Sejam bem-vindos à terceira edição de 2014 da rubrica "In & Out".



A série "Bem-vindos a Beirais" começou por contar apenas com 80 episódios, mas rapidamente a RTP decidiu prolongar a história devido ao sucesso alcançado. No ar com a segunda temporada, depois de uma 100 episódios da primeira, a série vai contar ainda com uma terceira temporada. "Bem-vindos a Beirais" deverá estar no ar pelo menos ao final de 2014. Esta decisão, além dos bons números, está relacionada com a rentabilidade de custos,  mas não deixa de ser uma opção certeira da RTP dado que esta série se trata de um produto de ficção com qualidade. A grande arma desta produção são os seus episódios fechados, que permite o conhecimento da história a espectadores que dela não sejam assíduos. Mas também a introdução de personagens especiais nos episódios, a presença forte de humor e as peripécias dos habitantes de Beirais fazem com que a série não se torne monótona. Junta-se ainda a boa produção e bom elenco deste "Bem-vindos a Beirais". 

Após o mega sucesso de "Dancin' Days", a tarefa de "Sol de Inverno" não era nada fácil; mas a verdade é que a novela conseguiu agarrar o público e manter os bons números da sua antecessora. Quando soubemos que seria o mesmo autor de "Dancin' Days" a assinar esta trama protagonizada por Maria João Luís e Rita Blanco ficamos um pouco reticentes (até porque dificilmente se consegue ser muito bom várias vezes seguidas), mas o resultado (e que bom resultado) está à vista. Uma boa história, como aliás Pedro Lopes já nos habituou, onde não falta o seu característico núcleo de humor que muito sucesso faz nas suas novelas, tudo isto aliado a grandes nomes e grandes interpretações - especialmente das duas protagonistas. Maria João Luís e Rita Blanco são dois 'animais de palco' e é fantástico poder ver as duas no pequeno ecrã, numa mesma produção, mesmo que nem sempre o seu parceiro de cena seja o melhor. A estas duas actrizes, juntam-se outros grandes nomes como o de João Perry, Márcia Breia, Maria Emília Correia, Lídia Gama, Alexandre de Sousa, entre muitos outros, que foram este grande elenco de um excelente produto da SP Televisão, e que traz algumas inovações (nomeadamente ao nível da realização).

Com a RTP a subir nas noites de sábado, a TVI quis mexer-se e decidiu apostar forte para este horário. E fez regressar o "Masterchef" à televisão portuguesa. Perante a altura da semana cuja oprogramação dos canais generalistas nem sempre é a melhor (às vezes chega mesmo a ser enfadonha), a estação de Queluz de Baixo decidiu trazer um grande produto de televisão para a sua grelha. Perante esses factores, a tarefa de liderar não era difícil. A produção da Shine Iberia é muito boa e cuidada, faltando apenas um pouco mais de suspense e ritmo na edição. O júri de "MasterChef Portugal" também está bem escolhido e, ao contrário da maioria do público, o Chefe Miguel Rocha Vieira é para nós o melhor dos três jurados. Sem dúvida, um excelente programa e que esperemos que não se fique apenas por esta edição.


Foi em 2002 que a RTP estreou um noticiário com um olhar mais direccionado as regiões de Portugal, inicialmente intitulado de "Regiões" e hoje conhecido como "Portugal em Directo". Além das mudanças gráficas e cenográficas, a verdade é que muito pouco (ou quase nada, atrevemo-nos a dizer) tem mudado no formato. Se este programa se justifica na grelha de um canal público? Sim, justifica-se, mas o bloco informativo merece receber uma reformulação geral - se possível, para ontem! Nova dinâmica, novas ideias, algo que o afaste dos tradicionais noticiários informativos, aliados a uma linha gráfica e um cenário mais clean, não tanto de hard-news. Seria também interessante o programa conduzido por Dina Aguiar, e que por acaso se chama "Portugal em Directo", passasse realmente a sê-lo. Já não adianta encher a emissão com "falsos directos" achando que o público vai sempre cair. Não adianta, nem resulta. O público aprendeu, sabe como funciona a televisão, quais são as suas potencialidades e entraves e, acima de tudo, já percebe as suas jogadas. Talvez fosse melhor mudar o nome para "Portugal em Reportagem", não?

Era para ser apenas um programa especial com três emissões, mas devido ao seu grande sucesso o "Gosto Disto" foi permanecendo na grelha da SIC ora à semana, ora aos fins-de-semana. O programa conduzido por César Mourão e Andreia Rodrigues lá foi fazendo o seu percurso mas chegou a um ponto que já cansa... diríamos mesmo que já enjoa mesmo - e isso, aliás, tem-se reflectido nas audiências. É urgente que a estação de Carnaxide repense todo o seu horário nobre de sábado e que traga bons formatos porque, à semelhança destes formatos de enlatados, as desculpas da falta de dinheiro também já começam a cansar.

Há cerca de um ano, a TVI decidiu abrir uma nova faixa horária na sua grelha, tendo apostado na reposição da novela "Doce Fugitiva" no horário das 18h00. Actualmente, e perante os fracos resultados de "I Love It", a produção passou a ocupar o chamado horário de acesso ao prime-time, não estando com uma tarefa fácil. Sinceramente, entre as muitas produções que a estação de Queluz de Baixo já fez, achamos que num momento em que não tem nenhum programa para estrear naquela faixa horária podia ter apostado numa novela com uma qualidade muito superior, como por exemplo "Fascínios", "Sedução", "Olhos nos Olhos", entre outras. De "Doce Fugitiva" poucas coisas se aproveitam. Valham, ao menos, as interpretações de alguns actores, especialmente de Maria João Luís, que apesar da sua vilã 'Natália' term um lado cómico, é um papel muito bem conseguido pela actriz.

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