sexta-feira, 2 de maio de 2014

IN & OUT | Abril 2014


O mês de Abril já lá vai, e com isso chega a altura de eleger o melhor e o pior que se fez na televisão durante as últimas semanas. Sejam bem-vindos a mais uma edição da rubrica "In & Out".


O 25 de Abril assinalou 40 anos, e a RTP não deixou passar a data em branco, tendo promovido uma programação especial para assinalar a data. A mini-série "Mulheres de Abril" foi a principal aposta da estação pública, e que grande aposta. Louvamos, desde já, esta produção por ter saído da grande Lisboa, rumando à cidade do Porto, onde foi rodada. A juntar a esse facto, temos ainda que realçar o excelente guião, elenco (incluindo actores da região do Porto) e equipa técnica de "Mulheres de Abril". Tal como Nuno Azinheira disse na sua crónica habitual no Diário de Notícias, esta produção "é um trabalho de grande fôlego sobre a evolução da condição da mulher ao longo do último século" e "seria recomendável que os portugueses a tivessem visto, prescindindo durante uma semana apenas das suas novelas habituais. Não o fizeram e foi pena. Não está em causa a qualidade das produções que TVI e SIC muito legitimamente produzem e/ou exibem, mas "Mulheres de Abril" é outra coisa". Uma produção de grande serviço público.

Na SIC, o destaque positivo deste mês vai para a novela "Sangue Bom". Pode não ser uma produção nacional, mas prima pela qualidade e inova pelo facto de contar com seis protagonistas, todos eles jovens. É certo que esta novela da Globo tem alguns defeitos, designadamente o abuso do som do "andar dos sapatos", que para além de não trazer nada à novela, chega a ser excessivo. Apesar disso, "Sangue Bom" tem todos os ingredientes, amor, ódio, humor, peripécias e claro, os típicos "barracos" das novelas brasileiras. Com um bom elenco, e uma geração que tem muitas cartas para dar, na hora do adeus "Sangue Bom" ganha nota positiva.

Foi em 2012 que a versão portuguesa de "Tu Cara Me Suena" chegou a Portugal através da TVI, e nunca se esperou o sucesso que o programa depressa alcançou. Passados dois anos, e com a edição deste ano em versão Kids, já lá vão cinco temporada de "A Tua Cara não me é Estranha", sempre com sucesso. Com este formato se prova que a teoria  do "desgaste dos formatos" é totalmente errada. Além dos bons números cá dentro, "A Tua Cara não me é Estranha Kids" também tem feito furor lá fora tendo já sido vendido para Espanha. Além do muito talento que tem passado pelo programa, o júri e os apresentadores são uma chave importante para este ser um formato vencedor, e todos estão de parabéns, incluindo a equipa técnica, por mais esta temporada de "A Tua Cara não me é Estranha".


Com o fim de "Chefs Academy" e de mais uma edição do "Festival da Canção", a RTP decidiu apostar num novo formato, originalmente chamado "I Can do That!", e que por cá recebeu o nome de "Desafio Total!". Tal como o nome diz, o desafio é total, e confessamos que esperávamos mais do programa. Desafios mais desafiantes (passando a redundância), mais dinâmica, mais ritmo - no fundo, diferenciar-se mais do "Feitos ao Bife". Percebemos que o orçamento do formato seja baixo, mas achamos que a Endemol é capaz de fazer muito melhor, é só puxar pela criatividade. Mas nem tudo é negativo, e temos que felicitar Hugo Andrade e a sua equipa pela escolha da dupla, pois Sílvia Alberto e Marco Horácio formam um bom par televisivo e surpreenderam pela positiva. Também o cenário, apesar de pequenino está muito bem conseguido. Esperemos que de semana para semana "Desafio Total!" melhore e nos surpreenda.

"Aqui não há quem Viva" ou devemos dizer "Aqui já não há pachorra!". Pois é, a SIC já repetiu tantas vezes esta sitcom (por sinal, de muita qualidade e com um elenco de excelência) e em diferentes faixas horárias, que nós já perdemos a conta de quantas vezes vimos, e já cansa estar sempre a ver o mesmo. Actualmente esta produção está a ser transmitida aos fins de semana, numa faixa que a SIC estava a investir e a obter resultados - veja-se o exemplo da série "Os Aliados", com bons resultados e que, de um momento para o outro saiu do ar sem qualquer explicação para dar lugar a reposições.  A desculpa, que se torna recorrente nos últimos tempos, deve estar relacionada com o orçamento; mas por que não pegar nos excelentes resultados que o grupo Impresa tem obtido voltar a apostar em novas produções? Fica a sugestão!

Por fim, falamos de "Mais vale à tarde do que nunca", o programa dos sábados da TVI. Quando terminou o "Não há Bela sem João" e soubemos da estreia deste novo formato, pensamos que pior do que o seu antecessor não poderia ser, e de facto não é mas, mesmo assim falta ali algo de novo, que traga um ar renovado. Além de um DJ com um capacete na cabeça, que até hoje confessamos que não entendemos qual é o objectivo (se alguém já o entendeu, por favor diga-nos), também os jogos do programa não são nada de especial. Ponto positivo por agora é a dupla de apresentadores. Isabel Silva e Nuno Eiró funcionam perfeitamente, e a formar duplas temos que tirar o chapéu à TVI, pois são raras as vezes em que tem falhado. Esperemos que com a chegada do bom tempo, jogos novos apareçam e até, quem sabe, surjam actividades no exterior, mesmo que seja no parque de estacionamento da estação de Queluz de Baixo. Esperamos para ver... pois mais vale tarde do que nunca!

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