segunda-feira, 5 de maio de 2014

"Rising Star" em análise #1

"Rising Star", original de Israel, é o programa do momento em todo o mundo e chega agora a Portugal pelas mãos da TVI. Aquele que é o terceiro canal do mundo a produzir o formato elevou, desde logo, as expectativas do público num programa que tem como principal inovação a interactividade e o famoso ecrã que sobe. 


Depois de uma apresentação que ligou cerca de um milhão e meio de portugueses à TVI, os testes e ajustes chegaram finalmente ao fim e a aventura do "Rising Star - A Próxima Estrela" começou a sério, sem espaço para falhas, erros ou enganos.

À semelhança de milhares de portugueses, também nós ao longo da noite, fomos testando a app que, depois após alguns problemas durante a fase de testes, funcionou na perfeição nesta estreia. Durante o programa, a aplicação que foi desenvolvida durante várias semanas, registou mais de um milhão de votos, votos esses que elegeram os primeiros finalistas do concurso.

Neste primeiro episódio, boas vozes passaram pisaram o palco instalado no estúdio improvisado no Pavilhão Multiusos de Odivelas. E já que falamos do estúdio, convém referir que todo o cenário está muitíssimo bem conseguido, sendo um dos melhores cenários de grande entretenimento que, nos últimos anos, a TVI apresentou.

Quanto aos concorrentes, dos 12 participantes que, neste primeiro programa, subiram ao palco, nove passaram à fase seguinte: Flávia Neto (86%), Ana Benevides (71%), Bruno Ribeiro (87%), Gonçalo Lopes (90%), Irina Furtado (92%), Mickael Salgado (91%), Inês Ramos (84%), Nelson Sousa (86%) e Miguel Rodrigues (74%).

A dupla de apresentadores também não desapontou. Leonor Poeiras e Pedro Teixeira foram competentes na condução do programa e, se o valor de Leonor Poeiras já era conhecido e há muito que a apresentadora merecia um grande formato, já Pedro Teixeira surpreendeu, e ninguém diria que é a sua primeira vez na apresentação. Falta, apenas, evitar alguns histerismos - até porque existe um microfone e, por isso, não há necessidade de berrar. Tal como dissemos há uns dias atrás, na edição de Abril da rubrica "In & Out", a TVI é competente a criar duplas e esta aposta, apesar de arriscada, foi ganha.

Quanto ao painel de jurados, formado por Rita Guerra, Cuca Roseta, Carlão e Pedro Ribeiro, os estes parecem ter opiniões muito heterogéneas E ainda não se puderam (ou conseguiram) mostrar muito nesta primeira emissão. E é certo que acabam por perder protagonismo face aoà forte poder de decisão do público nas escolhas - e quanto a isso, nada há a fazer. Esperemos pois, que no próximo programa, possam sobressair mais neste "Rising Star".

Outro ponto que se impõe analisar é a produção e, quando a isso, a Endemol está de parabéns. Tanto a imagem como áudio estão bem conseguidos. E a realização ao longo de todo o programa é da melhores que a TVI já ofereceu. E já que falamos de filmagem, não podemos deixar de referir o formato em que o programa está a ser emitido: pela primeira vez, a TVI apresenta um grande formato de entretenimento em 16:9, embora surja ainda com as já tradicionais barras pretas (que começam a cansar). Mas como a esperança é a última a morrer, quem sabe não é este um primeiro passo que toda a emissão da estação transite para este formato há já muito reclamado.

No geral, e tendo em conta que somos o terceiro país do mundo a produzir o "Rising Star", a versão portuguesa está muito bem conseguida. Falta apenas ritmo em determinadas partes do programa e que, ao longo das próximas galas, pode ser corrigido.

Com a estreia do "Rising Star - A Próxima Estrela" chegam também ao OLHAR A TELEVISÃO as rubricas semanas de análise. No final de todas as galas, vamos levar até si a opinião mais detalhada sobre o programa. Por isso, já sabe: no próximo domingo, temos encontro marcado!

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