segunda-feira, 12 de maio de 2014

"Rising Star" em análise #2

Depois de um programa de estreia que, embora com resultados mais modestos que o seu antecessor, conquistou os portugueses, o "Rising Star" regressou à TVI com mais doze concorrentes prontos para fazer subir o ecrã.


Leonor Poeiras e Pedro Teixeira regressaram com mais uma gala do "Rising Star - A Próxima Estrela". O programa produzido pela Endemol foi em quase tudo idêntico à emissão de estreia, exceptuando, claro está, os concorrentes e a roupa dos jurados e apresentadores - e que atrevida vestimenta que Leonor Poeiras nos apresentou! A boa realização e produção foram mantidas e o talento, esse, também não faltou - ainda que em doses inferiores à estreia (prova disso é que apenas seis concorrentes seguiram em frente).

Deixamos nota negativa para o genérico do programa e para os separadores de intervalo. Se já o genérico, que não estando de todo mal conseguido parece ter sido feito à pressa (com uma transição da parte inicial, em azul, para a final, em dourado, que surge ali de forma completamente forçada), os separadores de intervalo são o exemplo máximo do "desenrasca". Onde é que já se viu um separador com o logo sobre negro? Sem brilho, sem movimento, sem cor? Nem na tv dos anos 90! Esperemos que tenha sido, realmente, uma medida de desenrasque e que na próxima emissão surja um separador digno do formato.

Quanto ao ritmo em falta no programa, que tinha já sido um dos pontos negativos na análise anterior, continua a persistir e foi ainda mais visível esta noite. Isto deve-se, sobretudo, às excessivas conversas entre as actuações, quer com os concorrentes quer com os familiares e amigos. Sabemos que os portugueses gostam deste tipo de "conversinhas" e, de alguma forma, a TVI tinha que deixar o seu cunho pessoal neste "Rising Star". E não nos esqueçamos que esta é a forma mais fácil de “encher” três horas de emissão. Nós cá preferíamos mais concorrentes por programa, mas são escolhas.

No que aos jurados diz respeito, mantém-se a opinião da semana passada. Parecem estar ali um pouco a mais e, embora não lhes seja retirado mérito, acabam por ser abafados pelo publico que é grande jurado deste programa. Talvez seja esse mesmo o intuito do formato: retirar protagonismo ao juri. Mas se assim é, ele não fariam parte da mecânica do programa. Se existe, e se ali está, é porque é necessário e, por isso, os quatro escolhidos pela TVI e pela Endemol deviam ser mais participativos e ter intervenções mais detalhadas e envolventes. Falta ali algum carisma.

Falemos agora do talento e da procura pela próxima estrela que é o grande mote deste programa. Na segunda emissão de "Rising Star", apenas seis dos doze concorrentes que pisaram o palco conseguiram fazer subir o gigante ecrã e garantir um lugar na próxima fase do concurso. São eles:

  • Jéssica Sousa (82%)
  • Martim Almeida (80%)
  • Los Romeros (91%)
  • Daniela Costa (88%)
  • Alexandra Carrera (80%)
  • Vasco Duarte (97%)

Em jeito de balanço, esta segunda gala do "Rising Star - A Próxima Estrela" recebe nota positiva do OLHAR A TELEVISÃO. Não obstante, esperamos que mais e melhor talento surja nas próximas emissões e que os erros que aqui apontamos sejam corrigidos. Nós cá estaremos aqui para os analisar!

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