segunda-feira, 30 de junho de 2014

"The Voice Portugal" em análise #13

A fase mais aguardada do "The Voice Portugal" chegou finalmente aos ecrãs da RTP1. Numa noite de grande espectáculo, marcada por contagiantes actuações, quatro concorrentes disseram adeus à competição.


As expectativas eram muitas e felizmente - para nós, para a RTP, para a Shine Iberia Portugal e principalmente para todo um país - não saíram defraudadas. As galas do "The Voice Portugal" chegaram, encantaram e arrasaram. Não há muito que se possa dizer de um espectáculo que, de resto, quase roçou a perfeição e só lá não chegou por uma ou outra actuação menos bem conseguida da parte de alguns concorrentes e, também, de uma postura menos correcta da parte do mentor Rui Reininho. Mas já lá vamos.

O certo é que, no que à produção diz respeito, a jovem Shine conseguiu fazer mais e melhor - bem melhor - que muitas "grandes" produtoras há já algum tempo instaladas em território português, e certamente com menos recursos. Poderíamos usar das palavras e adjectivos para elogiar este espectáculo mas a verdade é que umas boas dezenas de parágrafos não chegariam para o fazer.

Portanto, poupemos na escrita e enumeremos alguns pontos. Comecemos pelo cenário: grande, bem iluminado, bem enquadrado, com bancadas dignas de um grande programa (sim, referimo-nos ao tamanho) e com palcos elevados. Afinal, é possível fazer grandes produções no estúdio 3 da Valentim de Carvalho. A filmagem e realização não ficaram atrás. Câmaras bem posicionadas (e sem "tremores"), boas transições, boa cor, e pouco mais há a acrescentar. Actuações bem produzidas, concorrentes bem preparados, marcações bem feitas, enfim, só nos resta mesmo reforçar aquilo que Rui Ávila já havia dito: não se desenrascou, produziu-se realmente.

Nas fases anteriores a cumplicidade entre Catarina Furtado e Vasco Palmeirim já se fez sentir, mas na gala desta noite deu realmente para perceber que esta dupla resulta. Foi, sem dúvida, uma aposta ganha da parte da RTP e da Shine Ibera. Referir, também, o bom desempenho de Pedro Fernandes, Mariana Monteiro e Laura Figueiredo na sala Mais Música. Apesar de nervosa ao início (o que é normal), a actriz teve um desempenho razoável na sua estreia em directo, contando com a ajuda do já experiente "Pacheco". Quanto a Laura Figueiredo, nada há de menos positivo a apontar, tendo sido competente no acompanhamento das redes sociais.

A tomada de decisões revela-se cada vez mais difícil para os mentores. Intervenções assertivas e avaliações justas são esperadas e, no geral, os quatro cumpriram. No entanto, houve um factor que retirou brilho ao espectáculo e que somos obrigados a referir: a postura menos adequada de Rui Reininho. Na próxima gala, convém que o vocalista dos GNR seja mais discreto e se lembre que os verdadeiros protagonistas são apenas e só os concorrentes - ou então, que seja mais cuidadoso com a bebida ao jantar. 

Mas passemos agora às actuações. Três concorrentes de cada uma das equipas subiram ao palco e, desses, um (o mais votado) foi salvo pelo público, outro pelo mentor e o restante abandonou a competição.

Na equipa de Marisa Liz, Renata Gonçalves disse adeus ao programa, depois de Bianca Barros ter sido salva pelos portugueses e Luís Sequeira ter sido escolhido pela mentora - escolhas justas, a nosso ver. Pedro Garcia foi o concorrente mais votado pelo público na equipa de Anselmo Ralph. Leonor Andrade foi a escolhida para permanecer no "The Voice Portugal" e Mariana Azevedo despediu-se do programa. Na equipa de Rui Reininho, Tiago Garrinhas foi o concorrentes mais votado e Sara Ribeiro foi salva pelo mentor. Numa escolha que não nos parece, de todo, ter sido a mais acertada, Pablo Oliveira abandonou a competição. Na última equipa da noite, Carlos Costa foi o escolhido pelo público. Jéssica Cipriano foi salva por Mickael Carreira e Diogo Correia despediu-se da competição.

Não podemos terminar sem antes referir uma outra novidade deste directo: o facto de ter transmissão simultânea na tv e na rádio, neste caso na Antena 3, com uma emissão moderada por Diogo Beja. O aproveitamento do "The Voice Portugal" como produto multimédia é, de facto, evidente e esta noite a RTP pôs uma vez mais à prova todas as suas potencialidades enquanto serviço multiplataforma.

Por hoje é tudo. Para a semana há mais música, mais actuações, mais emoções e, esperamos nós, um grande programa ao nível do que já assistimos hoje. O OLHAR A TELEVISÃO aqui estará para levar até si a análise e opinião mais detalhadas. "The Voice Portugal": nós estamos preparados!

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