domingo, 12 de outubro de 2014

"Factor X" | a análise #2.6

A primeira fase do Bootcamp chegou ao fim. Após duras provas e alguns adeus indesejados, estão encontrados os concorrentes de cada categoria que, na próxima semana, vão enfrentar o temido desafio das cadeiras.

Depois da escolha dos 12 magníficos da categoria dos Adultos (escolha essa que, excepcionalmente, foi de 13 concorrentes) foi a vez dos Rapazes, das Raparigas e dos Grupos prestarem provas. A decisão esteve longe de ser unânime entre os jurados e motivou, até, uma acesa discussão entre os futuros mentores.

Atritos à parte, a escolha de Sónia Tavares, Paulo Junqueiro, Paulo Ventura e Miguel Guedes - que, só na próxima semana vão conhecer a sua categoria - recaiu sobre os seguintes concorrentes:

RAPAZES

Sérgio Oliveira
José Rodrigues
João Samuel Ferreira
Ruben Pires
Ivo Santos
Ricardo Dias
Mário Correia
João Maria Duarte
Ricardo Reis
Pedro Jaca
Fernando Almeida
Matheus Paraízo

RAPARIGAS

Mariana Froes
Miriam Parreira
Catarina Silvério
Inês Morais
Luana Ribeiro
Sara Dominguez
Cláudia Cardoso
Ana Margarida Henriques
Marta Carvalho
Rossana Silva
Ana Martins
Rafaela Nobrega

GRUPOS

Soulmates
Burning Tears
The Fallen
Overcome
Teen Machine
XPirit
The Lupins
Trouble Makers


Sobre esta noite, duas coisas a acrescentar. A primeira, vai de encontro ao que aqui já havíamos referido. Tal como prevíamos, as audições de mais de metade dos grupos que pudemos ver esta noite não foram emitidas. Afinal, houve um número considerável de grupos a concorrer, e o facto de a maior parte cair nesta fase como se de um pára-quedas se tratasse, acaba por retirar credibilidade à escolha e, acima de tudo, retira força a esta categoria.

A segunda, também relacionada com os grupos, diz respeito a mais uma novidade deste Bootcamp: a criação de uma mini fase para a escolha de quatro novos grupos, a partir de concorrentes repescados das outras categorias e que, segundo os jurados, dificilmente teriam possibilidades de prosseguir a solo.

Na próxima semana, além de serem dados a conhecer os quatro novos grupos, decorre a derradeira fase do Bootcamp: o desafio das quatro cadeiras. Dos 49 candidatos apurados, apenas 16 (quatro de cada categoria) vão garantir a passagem. Nesta fase, que será do tudo ou nada para os concorrentes, os jurados vão finalmente conhecer a sua categoria e as decisões, a partir de agora, serão individuais.

No que às questões técnicas diz respeito, e correndo o risco de nos tornarmos repetitivos, são poucas ou até nulas as palavras que aqui possamos utilizar e que não tenham, ainda, figurado nestas análises semanais. A segunda temporada do "Factor X" representa, definitivamente, um produto de qualidade muito superior a qualquer outra produção da Fremantlemedia Portugal, mais ainda quando comparada com a primeira edição do talent-show. E a fase do Bootcamp também não foi excepção.

Contudo, não se dissipa do nosso pensamento a dúvida do costume, bem antes pelo contrário. Numa altura em que os programas em directo se aproximam, ela surge reforçada: serão a SIC e a produtora capazes de manter a qualidade até aqui apresentada? Esperamos religiosamente que sim, mas há uma série de factores que estimulam esta inquietação. A começar desde logo pelo único termo de comparação existente: as galas da primeira temporada. De facto, se a façanha se repetir, não temos dúvidas que o trabalho conseguido até aqui cairá por terra.

Além disso, surge uma outra questão relacionada com o local das galas em directo e que, até agora, ainda não foi esclarecido. Se o "The Voice Kids" está fixado no Estúdio 3 da Valentim de Carvalho, local onde à partida o "Factor X" se iria instalar, de onde serão emitidos os programas em directo? É que por muito que a produção se tenha esforçado para impor a qualidade do programa - e, de resto, a cada domingo tem conseguido fazê-lo - tememos que esta questão possa ditar o inverso, embora não seja desculpa.

Acreditamos que esta é a altura indicada para pôr a criatividade em marcha. Se não há estúdio, há que seguir o exemplo de programas de concorrência e emitir a partir de um outro espaço, totalmente transformado. Porque não aproveitar as condições e localização do Centro de Congressos de Lisboa - espaço onde já decorreram audições e toda a fase do Bootcamp - para aí serem emitidas as galas? Talvez seja esta a deixa que faltava para o "Factor X" ter finalmente aquilo que merece: um palco grandioso, um cenário magnificente e uma plateia com maior capacidade, coisas que, infelizmente, não foram de todo conseguidas na primeira edição.

3 comentários:

  1. "(...) o facto de a maior parte cair nesta fase como se de um pára-quedas se tratasse, acaba por retirar credibilidade à escolha e, acima de tudo, retira força a esta categoria."
    Se já o ano passado trataram os grupos como concorrentes de segunda categoria, este ano então estão a elevar a façanha ao expoente máximo. Parece que esta edição Portuguesa só é aberta à participação de grupos porque é o que está nas regras, porque pela produção nem os tinham lá. Sim, os cantores dos grupos não são tão fortes como os individuais e sim, sabemos que por isso não são populares na fase das galas e são os primeiros a sair, mas quanto mais os ignoram mais a história se repete, mais a fasquia baixa, mas o mentor que calha com eles se queixa da sua triste sorte.

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    1. Sim, é o que parece. Lembrar que a categoria "grupos" foi a única que nem teve promoção própria para inscrição, o que sempre me pareceu uma parvoíce porque sei que pelo menos o grupo Aurora tem feito bastante sucesso em vários concertos.
      E mesmo assim o ano passado nem correu assim tão mal. Houve um grupo em 5.º lugar e outro em 6.º (embora este, das Cupcake, tenha sido salvo penso que 5 vezes, o que deve ser recorde mundial no formato). Não foi como na temporada 1 do X-Factor USA que nas primeiras semanas eram sempre dois grupos no bottom até saírem todos.
      Ainda por cima, pelo que vi na preview na parte final, com a forma como os outros jurados se dirigiam aos seus concorrentes, deu-me a ideia que seria mais uma vez o Ventura a ficar com os grupos, o que é só ridículo. Devia ser a Sónia, como mentora vencedora da 1.ª edição e já que a própria parece achar que é a rainha da cocada preta, a ficar com a categoria considerada mais difícil.

      "Sim, os cantores dos grupos não são tão fortes como os individuais"
      Isso já não concordo. O ano passado até os X4U eram cantores mais fortes do que o D0 e este ano qualquer cantor dos grupos é mais forte que o Pedro Caca.

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  2. Algumas das raparigas que estão aí listadas nessa categoria na verdade são daquelas que já não vão continuar a solo, antes vão formar mais grupos.
    E penso que um dos grupos chama-se "The Fallen", não "The Follower".

    O programa está a revelar-seum grande fracasso de audiências e percebe-se porquê:
    - overdose de "talent shows" este ano
    - concorrentes com um nível geral fraquinho, mesmo os melhores não se destacam por aí além, bastante longe do ano passado
    - inúmeras decisões extremamente injustas por parte do júri (tendência que já vem do ano passado)
    - D8 (o programa colou-se demasiado a este concorrente durante as promoções e uma grande fatia do público não gosta dele)
    - falta de credibilidade do programa (na edição anterior o D8 ter chegado à final juntamente com muitas outras injustiças; e este ano novos concorrentes levados ao colo quando os próprios jurados reconhecem que eles não sabem cantar - Pedro Jaca, exemplo mais flagrante)
    - descida da idade para 12 anos, o que tornou o programa ainda mais estranho (na versão original nunca foi menos de 14 anos, geralmente 16 anos)
    - má experiência da produção das galas do ano passado (que desmotiva para começar a acompanhar e depois apanhar nova desilusão)

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