segunda-feira, 24 de novembro de 2014

"Factor X" | a análise #2.12 (Gala 4)

Numa noite dedicada ao cinema, o "Factor X" chegou ao fim para mais um concorrente da categoria Rapazes. A competição prossegue agora com nove finalistas.

A sétima arte marcou a quarta gala do "Factor X". E foi nos bastidores que Cláudia Vieira e João Manzarra deram início a mais um programa, num número de abertura que, de resto, primou pela originalidade e pela boa prestação da dupla. É visível o crescente à vontade da apresentadora e só lamentamos, uma vez mais, que a dupla não tenha surgido na fase inicial do formato.

A produção da FremantleMedia, tal como aqui já referimos, parece ter aprendido com os erros cometidos no passado e o certo é que, de gala para gala, demonstra ser cada vez mais capaz de produzir um programa ao nível do que melhor se faz por fora - tivéssemos nós os recursos e a predisposição financeira de outros países.

Há uma semana, nesta mesma rubrica, apelamos para que os momentos de bastidores regressassem ao alinhamento das galas e, também, para que voltassem a ser lidas algumas mensagens do Twitter. Coincidência ou não, ambos voltaram a integrar o alinhamento desta quarta gala. E esperamos que assim continue nas próximas.

Passemos às actuações musicais de uma noite em que os filmes foram o ingrediente principal. Não houve, a nosso ver, nenhuma interpretação absolutamente brilhante que se destacasse de todas as outras. Mas, em abono da verdade, também não houve nenhum momento desastroso.

Assistimos a interpretações lineares e a actuações que não passaram de medianas. E convenhamos: um espectáculo dedicado à sétima arte pedia mais, muito mais. Mas mentores e concorrentes, únicos culpados pelo sucedido, não o souberam aproveitar em pleno.
    A votação dos portugueses ditou um bottom two composto pelas P.Y.T. de Paulo Ventura (Grupos) e pelo Júnior, de Sónia Tavares (Rapazes). Depois de um novo empate entre os mentores, e à semelhança da gala anterior, o público foi novamente chamado a intervir. Júnior, concorrente com menos votos dos portugueses, disse adeus à competição.


    Ao terminar esta análise queremos reflectir nos atritos  - ou falsos atritos, como lhe queiramos chamar - entre Paulo Junqueiro, Miguel Guedes, Paulo Ventura e Sónia Tavares. Serão reais? Serão forçados? Ou farão apenas parte daquele teatro básico que a televisão pede? A nós parece-nos, sinceramente, um misto dos três.

    Em todo o caso, já aqui elogiamos a interacção entre os quatro mentores, como elemento diferenciador e de entretenimento deste "Factor X". Mas diz a sabedoria popular que "nem 8, nem 80" e que "o que é demais é erro". Simulados ou não, assistimos nesta quarta gala a birras e, até, a um destilar de azia (nomeadamente de Paulo Junqueiro, cuja atitude reprovamos) completamente desnecessários. Não vale tudo para ser televisivo. Nem tampouco criticar só porque sim, ou só porque não é da nossa equipa.

    0 comentários:

    Enviar um comentário