quinta-feira, 13 de novembro de 2014

IN & OUT | Outubro 2014

Está no ar edição de Outubro da rubrica IN & OUT, com o melhor e o pior da televisão portuguesa segundo a visão crítica do OLHAR A TELEVISÃO. São estas as nossas escolhas.


O recém estreado "Agora Nós" da RTP1 viveu em Outubro um notável crescimento. E figura nesta lista não apenas pelos resultados audiométricos - em constante crescimento - que tem obtido. O talk-show apresentado por Tânia Ribas de Oliveira e José Pedro Vasconcelos é, talvez, das melhores apostas da RTP nos últimos tempos e está cada vez melhor em todos os aspectos: cenário, conteúdos, convidados e acima de tudo pela prestação de uma dupla que já garantiu um lugar bem acarinhado junto do público português.

O mais recente "novelão" de Aguinaldo Silva chegou aos ecrãs da SIC em Outubro. E conquistou a partir do primeiro minuto. Excelentes paisagens, um elenco de luxo, prestações brilhantes, aliados a uma história apaixonante fazem de "Império" uma das melhores produções de ficção feitas nos últimos tempos. Foi, sem dúvida, uma excelente escolha da SIC para suceder a "Amor à Vida" e daqui para a frente só o melhor se pode esperar - até porque a história promete e já começou a aquecer! 
O principal segmento informativo da TVI, o "Jornal das 8" é talvez dos programas que melhores resultados representa para a TVI. E em Outubro, o noticiário apresentado por Judite Sousa e José Alberto Carvalho foi muitas vezes o responsável por alavancar um horário nobre que, mesmo com uma casa e segredos, enfrentou sérias dificuldades - que sem este jornal certamente se acentuariam. Merece, por isso, esta distinção. 


Chegou como uma heroína e de grande aposta "Água de Mar" depressa passou a uma das maiores preocupações da RTP1. E as sucessivas investidas de José Eduardo Moniz não resultaram: nem o novo slogan ("A vida em directo"), nem os novos personagens nem tampouco um episódio em directo que de directo pouco teve. Não é que o trabalho da Coral Europa seja negativo, antes pelo contrário. Mas o desespero é grande e isso já se começa a notar. Talvez o melhor seja dar um fim digno à série, que ela bem merece, antes que se torne em algo insustentável e irremediável.

A última novela da carreira de Manoel Carlos, "Em Família", estreou na SIC em Março com resultados bastante animadores face a um percurso pouco positivo que teve no Brasil. Mas assim não se manteve por muito tempo. E o certo é que em Outubro, mesmo estando na recta final, registou consideráveis descidas, talvez devido ao horário de Inverno. Terá o eterno Maneco perdido o jeito? De certeza que não. Talvez este estilo narrativo seja já coisa do passado e a televisão precise agora de novas histórias, escritas modernos enredos mais carismáticos.

Bem que se podia chamar "A Galinha dos Ovos de Ouro" da TVI, mas o seu nome é afinal "Somos Portugal". Os resultados audiométricos são incontestáveis. Incontestável é também o retorno monetário das chamadas de valor acrescentado. Mas, no que realmente interessa, ou no que realmente deferia interessar, este programa pouco acrescenta à televisão nacional. É a verdadeira relação qualidade-custo: e qual dos dois será o mais baixo? Nem só de audiências se devia reger a programação e, sinceramente, já chega destes programas ao domingo à tarde. No Verão, até conseguimos compreender. Mas quem não prefere passar uma boa tarde de Inverno no sofá a ver um bom filme ou a assistir a uma boa série? A resposta parece-nos óbvia!

0 comentários:

Enviar um comentário