segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

"Got Talent Portugal" em análise | #1

As galas do "Got Talent Portugal" arrancaram este domingo e apenas 2 semi-finalistas conseguiram garantir o seu lugar na final, numa primeira gala marcada pelo talento, espectáculo e emoção.

Na fase das audições a qualidade foi a palavra de ordem do "Got Talent Portugal", num trabalho exemplar da FremantleMedia Portugal a cada episódio, salvo algumas faltas de ritmo sentidas em alguns momentos. É claro o know-how adquirido com experiências anteriores da produtora, como "Factor X" ou "Ídolos" e, por isso, as expectativas para o arranque das galas em directo eram bastante altas.
Com uma VT de abertura muito bem conseguida, a primeira gala do "Got Talent Portugal" começou da melhor maneira: com Marco Horácio a entrar pela porta grande. Altura, também, para o primeiro ponto menos positivo deste espectáculo: a falta de entrada dos jurados. Quem acompanha as versões internacionais do formato, especialmente a britânica (a original) sentiu certamente falta da entrada do júri.

E já que falamos de Marco Horácio e dos jurados deste "Got Talent Portugal" apraz-nos dizer que, quanto à respectiva prestação de cada um, nada há a apontar. O apresentador foi bastante competente no seu papel e achamos, até, que o apresentador se conseguiu superar neste directo em relação à anterior fase das audições. Também a postura, comentários e análises dos jurados não podiam ter sido mais positivos.

Relativamente às questões mais técnicos, pouco há também a dizer. A realização, cor, luz e imagem foram muitíssimo bem conseguidas nesta primeira gala. O único senão que apontamos passa pela existência de duas câmaras atrás dos jurados, situação que começa a ser recorrente nos programas produzidos pela FremantleMedia Portugal. Já a nível cenográfico, e perante as limitações evidentes em termos de espaço, a produção do "Got Talent Portugal" fez um excelente trabalho na adaptação do cenário.

Impõe-se, no entanto a pergunta: perante as limitações impostas pelos estúdios da Contracampo, porque não optaram pela realização das galas nos próprios estúdios da RTP, em Lisboa? As condições são, certamente, melhores, e tudo iria depender de uma gestão eficiente destas instalações.

Também no que toca aos grafismos e vídeos dos concorrentes, a produção do talent-show está de parabéns, não havendo erros e/ou falhas a apontar.

Numa gala que não se alargou no tempo, dando espaço ao ritmo e dinâmicas televisivas, o saldo final é mais que positivo. Mas, como em qualquer programa de competição, no final nem todos podem permanecer em jogo - e também neste ponto a produção está de parabéns, pela forma como sincronizou a música, a luz e o suspense.

Contados os votos, o grupo "Jovem Levanta-te", a pequena Constança e o "Grupo Coral Paz e Unidade" foram os três preferidos. Entre os três, os “Jovem Levanta-te” foram os que conseguiram mais votos por parte do público português e, assim, garantiram lugar directo na grande final.

Já o futuro de Constança e do Grupo Coral Paz e Unidade ficou nas mãos dos jurados. Após alguns momentos de tensão e sem a unanimidade dos votos, Constança foi a escolhida para passar à final com os votos de Rui Massena, Sofia Escobar e Manuel Moura dos Santos.


Na próxima semana, mais 8 semi-finalistas (Leonor, Victor, Urban Classic, Miguel, Carlos, Alexandre, Feel it Crew) vão pisar o palco do "Got Talent Portugal". Mas apenas mais 2 vão garantir um lugar na final. Quanto a nós, esperamos que a experiências televisiva desta primeira gala se repita e que os pormenores menos bons aqui apontados sejam corrigidos.

2 comentários:

  1. Caro senhor que se diz comentador televisivo.
    Por acaso reparou que existiram mais actuações para alem das que fala.
    Reparou que os jurados fazem apelo ao voto a todos os grupos menos aos que entram depois do intervalo (isto é ou não é influenciar).
    Deu conta que os entram depois do intervalo partem em desvantagem relativamente aos anteriores caso não tenham sido devidamente mostrados na fase de castings.
    Você até pode ser comentador televisivo faz como a maioria das outras publicações ignora o que realmente move este programa, posso lhe garantir que para as votações serem reais dezenas de milhares de euros tiveram de ser gastos.

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    1. Caro Anónimo:

      Decerto interpretou mal as nossas palavras e/ou fez uma leitura errada do texto. Caso não tenha reparado, só fazemos referência às três actuações preferidas do público, a partir das quais se escolheram os dois finalistas desta primeira semifinal.

      Não tecemos, em lado algum desta análise, qualquer tipo de comentário sobre os concorrentes - e repare que o poderíamos ter feito neste que é um espaço livre onde podemos expressar a nossa opinião. Optamos, antes, por comentar somente o trabalho da produção, remetendo para os nossos leitores e visitantes a análise dos concorrentes.

      No entanto, não podemos aceitar a acusações como "Você até pode ser comentador televisivo faz como a maioria das outras publicações ignora o que realmente move este programa". Felizmente, sabemos o que somos e o que andamos aqui a fazer. E se há coisas que muito nos orgulham são o rigor, a integridade e a objectividade do nosso trabalho. Se acompanha regularmente o nosso blog, irá certamente constatar que, quando necessário, somos os primeiros a "apontar o dedo" àquilo que consideramos errado na televisão portuguesa.

      Agradecemos, ainda assim, o seu comentário, e esperamos que continue a acompanhar o nosso blog.

      Com os melhores cumprimentos,
      a administração do OLHAR A TELEVISÃO

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