domingo, 1 de março de 2015

MasterAnálise | #1

O "MasterChef Portugal" regressou este sábado à antena da TVI. Depois do mega casting no Estádio do Jamor e da prova de selecção na cozinha de preparação, 30 cozinheiros amadores garantiram um lugar na fase do Bootcamp.

Era um regresso há muito aguardado em terras de Queluz de Baixo. Depois de uma temporada muitíssimo bem-sucedida, o "MasterChef Portugal" retornou à antena da TVI e, com ele, uma nova busca por um cozinheiro de topo. Manuel Luís Goucha, Miguel Rocha Vieira e Rui Paula assumem novamente as decisões.

O arranque, e depois da polémica que envolveu a Câmara Municipal do Porto, foi dado no Estádio Nacional do Jamor. Dos 500 aspirantes a "MasterChef", 51 conseguiram garantir um lugar na cozinha de preparação. Aí, foram novamente submetidos a avaliação do júri. Entre "Sins" e "Nãos", 30 concorrentes asseguraram um lugar na fase do Bootcamp.

No que à produção do programa diz respeito permanecem algumas falhas e erros que aqui já havíamos constatado na temporada anterior e que passam, sobretudo, pela imagem e realização e pelo uso excessivo (se é que é possível quantificar) da voz-off. Chega a tornar-se absurdo ouvirmos a todo o instante o relato daquilo que os nossos olhos já estão a ver e que, em certas situações, facilmente poderia ser narrado na voz dos concorrentes - como aliás acontece com este formato em todo o mundo.
Se um jurado diz "Não" e outro diz "Sim", é mais do que óbvio que o futuro do concorrente estará nas mãos do terceiro elemento. Não precisamos, de todo, de uma voz-off que nos diga isso. É importante deixar as imagens falar e mais importante ainda permitir que os planos respirem. Os silêncios e as músicas de tensão bastam por si só.

Ainda assim, houve também espaço para algumas melhorias, nomeadamente ao nível gráfico - destaque muito positivo para os oráculos referentes às redes sociais - e ao nível da edição - o ritmo desta estreia, quando comparado com o primeiro programa da temporada passada, foi substancialmente superior.

Num programa que, de resto, tem o nome de "MasterChef Portugal" os pontos mais negativos têm tudo menos de português. Não, não nos referimos ao enorme destaque dado nesta estreia aos concorrentes de nacionalidade estrangeira - o que, por si só, também poderia ser questionável num programa que busca talento nacional.

Referimo-nos, sim, àquela que nas últimas semanas foi anunciada como a grande novidade desta temporada do cooking show, a app interactiva, e que mais parece um produto comprado a nuestros hermanos - se calhar até o é.


Expressões como "Participe en direto", "El Concurso", "El Programa" ou "Nuevas pruebas en unos minutos..." abundam lamentavelmente nesta aplicação. Se dinheiro não houve para pagar a programadores nacionais, deixamos a dica: há tradutores portugueses à procura de trabalho.

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