terça-feira, 21 de abril de 2015

"Ídolos VI" | a análise #2

As audições a norte chegaram ao fim. O "Ídolos" segue agora para a capital, onde se espera que novos talentos - e também muitos cromos - se apresentem ao país.

Pela segunda vez consecutiva o "Ídolos" deu que falar nas redes sociais, tornando-se um dos assuntos mais falados em Portugal e arredores, com a hashtag #idolospt a figurar nos trends mundiais do Twitter. Lamentar, ainda assim, que a mesma atenção dada ao Facebook e Twitter (quer a nível gráfico quer da própria actualização) não se estenda às outras redes oficias do programa como o Instagram, o Google+ ou o YouTube.

Quanto ao talento, esse factor que dá ou deveria dar o mote ao programa, repete-se o sentimento de insatisfação da semana passada. Queremos acreditar que vozes mais carismáticas e concorrentes mais talentosos ainda hão-de chegar, mas tudo leva a crer que, infelizmente, tal não acontecerá.

Por outro lado, seria inteligente que o tempo de antena dado aos chamados "cromos" fosse reduzido para ser dado um maior destaque aos muitos concorrentes que seguiram em frente na competição e cuja audição ou não foi emitida ou se foi passou literalmente a correr.
Esta sexta temporada do "Ídolos", de resto, tem-se apresentado como uma produção manifestamente superior às temporadas passadas. Pequenos pormenores, como o corredor de espera, a sala de maquilhagem, ou até os cartazes espalhados pelos concorrentes, resultam na perfeição. Mas perante uma edição, montagem e grafismo quase de topo, ressalta pela negativa um pormenor que aqui já referimos e que nunca é demais relembrar: a permanência do velho genérico. Havia mesmo necessidade? Onde fica a a inovação no meio disto tudo?

João Manzarra, a solo na apresentação, assume quase o papel protagonista desta fase de castings, com momentos de improviso absolutamente geniais e que, curiosamente, conseguem arrancar mais gargalhadas do os concorrentes apelidados de "cromos".

Os jurados, por sua vez, e apesar de algumas escolhas completamente incompreensíveis, parecem ambientar-se cada vez mais ao seu papel no formato. Ainda assim, Maria João Bastos, Paulo Ventura e Pedro Boucherie Mendes aparentam muitas vezes um certo desconforto, com algumas avaliações demasiado forçadas e pensadas que carecem de genuinidade - uma característica que, nos últimos anos, também parece faltar aos concorrentes deste tipo de programas.

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