segunda-feira, 27 de abril de 2015

"Ídolos VI" | a análise #3

O "Ídolos" deu os primeiros passos na capital. Foi no Pavilhão de Portugal, em pleno Parque das Nações, que João Manzarra e os "jurados da nação" prosseguiram a busca pela futura estrela da música nacional. 

Depois do Porto, a busca pelo novo Ídolo de Portugal continuou em Lisboa. E pela terceira semana consecutiva, a aposta da SIC continuou também a ser o assunto mais falado nas redes sociais, com a hashtag #idolospt a marcar novamente lugar nos trend topics do Twitter mundial - embora esta visibilidade não se tenha replicado nos números audimétricos.

O papel principal do formato, que cabe ou deveria caber ao talento (ao verdadeiro talento), continua a ser assumido em grande parte por João Manzarra. A sua grande experiência no programa e o seu grande à vontade com o mesmo dão azo a uma desconstrução bem humorada e irreverente. Aliás, o apresentador pode mesmo dar-se ao luxo de arrancar mais gargalhadas que os tão badalados "cromos", que continuam a existir em demasia e, sinceramente, já começam a cansar.

Ainda assim, a impressão que fica é que possivelmente haverá mais e melhor talento a Sul. Dizemos isto porque nesta terceira sessão de castings houve mais e melhores vozes, e concorrentes mais carismáticos. Ou isso, ou os castings de Lisboa exibidos foram no geral mais bem escolhidos que os do Porto.
A excelente produção e realização continua a ser um dos pontos mais fortes desta sexta temporada do "Ídolos". Exceptuando o uso do velho e ultrapassado genérico (por nós já fortemente criticado), a equipa de realização, montagem e grafismos tem apresentado no ecrã um produto notável.

Destaque muito positivo para a sala de castings de Lisboa, esteticamente mais bem conseguida que a do Porto (devido  em grande parte à luz do espaço, à cor escura das cortinas e ao novo painel traseiro aos jurados). Lamentámos, contudo, que nesta fase a realização não recorra ao uso de uma grua, uma opção muito utilizada lá fora e que seria perfeitamente exequível nestas renovadas salas de casting. Uma outra opção que, por cá, continua a não ser utilizado é a filmagem do próptio backstage do castting (câmaras, produtores, assistentes, monitores, etc.), que iria conferir uma perspectiva diferente e interessante.

Relativamente ao painel de jurados composto por Maria João Bastos, Pedro Boucherie Mendes e Paulo Ventura, e apesar de um razoável desempenho geral, salientamos uma vez mais algumas avaliações extremamente forçadas (nalguns casos, chega assemelha-se mesmo a perseguição gratuita a alguns concorrentes) e algumas escolhas incompreensíveis. Apesar disso, realçar as conversas, discórdias e até brincadeiras que entre os três começa a haver.

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