quarta-feira, 6 de maio de 2015

"Ídolos VI" | a análise #4

A SIC continua a procurar o novo Ídolo de Portugal. Os aspirantes a estrelas musicais mostraram o seu talento (ou a falta dele) naquele que foi o último programa de audições na capital.

O Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, recebeu os últimos candidatos convocados para Lisboa. Muitas foram as vozes que tentaram impressionar o painel de jurados composto por Maria João Bastos, Paulo Ventura e Pedro Boucherie Mendes - mas nem todas foram bem-sucedidos.

No que respeita à edição, montagem e visual gráfico, não há muito mais que aqui possamos dizer que ainda não tenhamos dito. Mesmo assim, e correndo o risco de nos voltarmos a repetir, salientamos o trabalho de grande qualidade da equipa da FremantleMedia Portugal. Se há talento palpável nesta temporada do "Ídolos" é, de facto, o da produção.

João Manzarra esteve, uma vez mais, irrepreensível na apresentação. À experiência de algumas temporadas à frente do formato, o apresentador acrescenta uma dose gigante boa-disposição aliada ao factor improviso (que tão bem o caracteriza e está cada vez mais presente). Os momentos por si protagonizados enriquecem um programa que, depois de tantas edições, tudo tinha para cair na monotonia e felizmente não está a acontecer - embora, no que respeita aos candidatos, a conversa já seja outra.
O excessivo recurso aos chamados "cromos", através de pequenos blocos de imagens de vários pré-castings, é o "Calcanhar de Aquiles" desta sexta temporada do talen-show. Talento? Boas vozes? Quase passam despercebidos! Cromos? Aspirantes a humoristas? Há-os em quantidades ridiculamente absurdas!

Ora, absurdo foi também o crescimento súbito das orelhas de um candidato, cuja audição em pré-casting foi exibida no passado domingo e está a ser alvo de grandes críticas. Não sejamos hipócritas: o jovem sabia perfeitamente ao que ia e assinou inclusivamente um contrato (que provavelmente não terá lido) onde estavam contempladas todas estas possibilidades de manipulação de imagem e áudio.

Até podemos concordar que se trata de uma montagem escusada por parte da produção, principalmente por se tratar de acto de gozo explícito, mas o aproveitamento que o jovem e a família estão a fazer do caso (através da exposição mediática) está a pôr em causa as consequências emocionais que o candidato diz estar a enfrentar. Ainda assim, estamos certos que deste suposto "acto de bulllying" em nada afectará o desempenho do programa e que, daqui a algumas semanas, já ninguém se lembrará do rapaz das orelhas.

No próximo domingo, a equipa do "Idolos" muda-se para o Centro de Congressos do Estoril para avaliar os últimos candidatos, naquele que será o casting de última oportunidade antes do arranque da fase do teatro. Será no Estoril que vamos conhecer o novo Ídolo de Portugal?

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