segunda-feira, 11 de maio de 2015

"Ídolos VI" | a análise #5

O Centro de Congressos do Estoril foi o palco do casting de última oportunidade do "Ídolos". Estão escolhidos os candidatos que, no próximo domingo, vão enfrentar a fase do teatro.

João Manzarra recebeu os últimos candidatos a Ídolo de Portugal, numa emissão onde houve espaço para talento, emoção, gargalhadas e até alguns imprevistos. E se há pontos positivos que aqui devemos relatar, um deles diz respeito à interacção entre Maria João Bastos, Paulo Ventura e Pedro Boucherie Mendes, que foi evoluindo de semana para semana e, neste último casting, esteve melhor do que nunca. Estamos muito curiosos com os momentos que este painel irá proporcionar na fase do teatro e, principalmente, nas galas em directo.

Relativamente aos pormenores mais técnicos, e tendo em conta que já quase tudo foi dito nas análises anteriores, podemos referir que, em comparação, a sala de casting montada no Centro de Congressos do Estoril foi talvez a que melhor resultou em televisão, em todos os aspectos: altura, perspectiva, luz e acústica; isto demonstra que de casting para casting a equipa da FremantleMedia foi corrigindo as falhas e introduzindo pequenas alterações que melhoraram o produto final.
Se fizermos agora um balanço geral dos concorrentes já ouvidos, até porque já são conhecidos todos os apurados para a fase do teatro, comprovam-se os receios por nós apontados aquando das primeiras emissões. Há boas vozes? Sim há, e até há concorrentes engraçados. Mas não passa disso. Faltam candidatos que emocionem os telespectadores, faltam vozes carismáticas, faltam figuras capazes de entreter multidões.

Ora, se há talentos extraordinários nesta temporada do "Ídolos" (e que ainda não vimos), certamente terão passado despercebidos nos programas de casting, o que revela uma má escolha de candidatos a exibir por parte dos responsáveis pela montagem e edição. Por outro lado, se os melhores talentos desta já foram apresentados aos portugueses, das duas uma: ou é revelador de um pré-casting muitíssimo mal feito por parte da produção ou então significa que Portugal está a perder o talento, o que é preocupante e não será, com certeza, verdade.

Na próxima semana, com o arranque da fase do teatro, veremos de que forma evolui esta situação. No entanto, queremos acreditar que se irá verificar a primeira opção e que, de facto, há muito talento nesta temporada do "Ídolos" que vai agora começar a surgir (embora lamentemos que não tenha surgido mais cedo).

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