quinta-feira, 28 de maio de 2015

"Ídolos VI" | a análise #6

Os mais de cem candidatos que conquistaram o golden ticket na fase de castings rumaram ao LX Factory e foram submetidos aos primeiros desafios da temida fase do teatro.

O LxFactory, em Lisboa, foi o local escolhido para as gravações da fase do teatro desta sexta temporada do "Ídolos". Parece, à primeira vista, uma escolha curiosa, principalmente por ir contra o próprio conceito da fase em questão (que, normalmente, envolve um palco de um teatro ou de uma grande sala de espetáculos).

Todavia, apesar de se tratar de uma escolha arriscada e diferente da parte da produção, reconhecemos que foi inteligente e bem-sucedida. O espaço foi muitíssimo bem preparado em termos visuais e luminosos e funcionou na perfeição no pequeno ecrã. Arriscamos mesmo a dizer que é a fase de teatro com melhor produção, em seis temporadas do talent-show da SIC. Só lamentamos a inexistência de um ecrã em palco, que o tornaria ainda mais grandioso.

O ritmo impresso ao longo da emissão foi absolutamente genial e muito deveu às alterações introduzidas na competição, tais como: a passagem directa à fase dos grupos de um lote de candidatos (previamente seleccionado pelo júri); o facto do chorus line passar a ser feito em grupos de concorrentes (rapazes ou raparigas) que interpretam a mesma música; e ainda, a introdução de uma última audição para esclarecimento de dúvidas e tira-teimas.

Nesta que é a primeira grande prova de fogo para os concorrentes, também os jurados foram postos à prova. Maria João Bastos, Paulo Ventura e Pedro Boucherie Mendes tiveram um papel bastante relevante nesta emissão - como aliás seria de esperar - face a um João Manzarra mais apagado e, ainda assim, presente e essencial.
Convém aqui referir uma situação que, embora não sendo negativa, gerou alguma confusão junto dos espectadores e levantou uma série de questões. Falamos da concorrente Sara Martins, que transitou directamente para a fase do teatro, situação essa que foi referida pelos jurados.

Percebemos que, provavelmente, a jovem (que de resto é dona de uma excelente voz) terá sido seleccionada numa qualquer fase de pré-casting e, na impossibilidade de marcar presença na audição com os jurados, terá sido convidada pela produção (que não ficou alheia ao seu talento) a transitar directamente para a fase de teatro. E percebemos também que esta situação foi tornada pública pela produção numa tentativa de evitar possíveis boatos e rumores que, bem sabemos, a imprensa da área tanto adora.

A questão é que referirem este caso sem darem uma explicação lógica acabou por funcionar no sentido oposto, gerando ainda mais dúvidas junto do público; e no fim das contas, quem ficou mal na fotografia acabou por ser a SIC. No nosso entender, ao ser tornada pública, esta situação deveria ter sido correctamente explicadas - e até acreditamos que será, porque face ao talento da jovem em questão ela promete chegar muito longo na competição. Caso contrário, mais valia terem ignorado esta passagem directa e o público continuaria na ignorância (como, convenhamos, quase sempre está em relação a muitas destas manobras de bastidores). Afinal, há tantos concorrentes que surgem "do nada" nesta fase do teatro, portanto...

No próximo programa, arrancam os desafios em grupo. Numa só noite, os concorrentes organizaram-se em grupos, escolheram um nome para o seu grupo e ensaiaram uma canção e a respectiva performance em palco. Naquele que será um autêntico teste à resistência, ao nervosismo e ao talento destes candidatos, só os melhores prosseguiram em frente, e vamos conhece-los no próximo domingo.

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