segunda-feira, 1 de junho de 2015

"Ídolos VI" | a análise #7

Estão encontrados os concorrentes que, no próximo domingo, vão enfrentar a última fase do teatro. As galas da sexta temporada do "Ídolos" arrancam já este mês e estamos cada vez mais perto de conhecer o lote de finalistas.

Depois de uma semana de ausência provocada pela XX Gala dos Globos de Ouro, o "Ídolos" regressou com aquela que, para muitos, é a fase mais temida, quer pelo conceito, quer pelo esforço necessário para um bom desempenho, quer pelo curto espaço de tempo disponível para a sua preparação: a fase de grupos.

Numa emissão que apresentou uma montagem e edição de topo, onde o ritmo foi uma vez mais a palavra de ordem, encontramos um painel de jurados mais activo do que nunca: com um Paulo Ventura exigente e difícil de conquistar, com uma Maria João Bastos envolvida pelas emoções dos concorrentes (veja-se a segunda oportunidade dada a um grupo) e, acima de tudo, com um experiente Pedro Boucherie Mendes a reconhecer e desvendar algumas estratégias de alguns candidatos que, de resto, começam a ser cada vez mais evidentes neste programa.

Chega a ser irónico constatar que estas jogadas menos bonitas da parte de alguns concorrentes (aliadas a uma vontade geral de protagonismo) estão cada vez mais presentes quando o sumo do programa, que é o talento (vocal e de performer) tende a faltar. Sabemos que o "Ídolos" é apenas e só um programa de entretenimento televisivo, e este tipo de situações e bonecos cativam e envolvem o público, mas não deixa de ser preocupante a qualidade (ou melhor, a falta dela) dos concorrentes apurados este ano.

Este é um ponto no qual muito temos insistido nas últimas semanas e não temos dúvidas ao afirmar que esta é, de facto, a pior temporada no que respeita aos candidatos. Exceptuando um ou outro caso isolado, o nível está mesmo muito abaixo de esperado e as interpretações a que pudemos assistir nesta fase de grupos são o exemplo máximo disso. Se aqui já manifestamos várias vezes o desejo de que o talento começasse a ser revelado na fase do teatro, o certo é que o mesmo começa seriamente a esmorecer.

Nas próximas fases, principalmente nas galas em directo, será necessário um grande esforço da parte dos concorrentes no sentido de proporcionar aos telespectadores um grande espetáculo televisivo, porque nem mesmo uma produção e realização de topo conseguirão reproduzir no ecrã aquilo que, de uma forma geral, ainda não foi apresentado: o talento.

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