quarta-feira, 8 de julho de 2015

"Ídolos VI" | a análise #12 (Gala 3)

Para o Albert "Tinho" e para o Gonçalo Santos a aventura na sexta temporada do "Ídolos" chegou ao fim. A competição que busca o novo ídolo nacional segue agora com nove concorrentes.

Depois de uma gala marcada pelo salvamento de Mafalda Portela e, por isso, pela ausência de expulsão, o "Ídolos" regressou ao pequeno ecrã e desafiou os concorrentes a trazer ao palco os melhores temas dos Festivais de Verão. A emissão arrancou com uma actuação de Richie Campbell que interpretou Best Friend ao lado dos onze finalistas, num momento que imediatamente transportou o público para a temática do espetáculo.

Se é verdade que, tal como aqui constatamos, a gala anterior desiludiu em alguns aspectos, também é verdade que nesta terceira emissão em directo, produção, equipas técnicas e (principalmente) concorrentes se redimiram e apresentaram novamente um produto de grande qualidade - embora, em termos comparativos, não tenha igualado ainda a primeira gala.

No desfile de actuações da noite os onze finalistas foram mais bem-sucedidos na escolha dos temas e também nas suas interpretações. Destacamos a azul os concorrentes que, no nosso entender, foram os mais competentes e, a vermelho, os que apresentaram actuações menos conseguidas.

 - Sara Martins - Dog Days Are Over, Florence And The Machine
 - Paulo Sousa - Hold Back The River, James Bay
 - Carolina Bernardo - Titanium, David Guetta (feat. Sia)
 - Miguel M. Santos - I Will Wait, Mumford & Sons
 - Mafalda Portela - Dark Horse, Katy Perry 
 - João Couto - Do I Wanna Know, Arctic Monkeys 
 - Gonçalo Santos - Numb, Linkin Park 
 - Albert "Tinho" - Raggamuffin, Selah Sue 
 - Rita Nascimento - I Try, Macy Gray 
 - Luís Travassos - Amiga da Minha Mulher, Seu Jorge
 - Mário Pedrosa - Radioactive, Imagine Dragons 

Deixamos uma nota muito positiva para o trabalho de cenografia que tem sido apresentado ao longo das galas. No palco - que desde o passado domingo ficou consideravelmente mais pobre sem o logo gigante do programa - têm marcado presença regular os mais variados tipos de adereços (desde escadas, focos, fumo ou bolas), sem esquecer as excelentes coreografias dos grupos de bailarinos. De facto, a produção tem reunido todas as condições para o espectáculo e para que os concorrentes brilhem nas suas actuações.

João Manzarra esteve, uma vez mais, irrepreensível na condução da emissão. Imaginar o "Ídolos" em Portugal sem as suas piadas e o seu bom-humor é já praticamente impossível. Este é, sem dúvida, o “seu programa”, como ele mesmo o disse durante a gala. A este propósito elogiamos também os espaços em que são lidas as mensagens do Twitter e que muitas e boas gargalhadas têm roubado aos espectadores.

Os HMB foram os segundos convidados musicais da noite. Naquele que foi um verdadeiro show de música, de dança e de energia, o grupo de música soul português levou a plateia ao rubro com o seu mais recente tema Naptel Xulima ("não percas tempo a chupar limão").

Depois de encerrada a votação telefónica, e numa noite de dupla expulsão, foi altura de revelar os três concorrentes com menos votos do público e, por isso, em risco de expulsão: Albert "Tinho", Sara Martins e Gonçalo Santos. Albert e Gonçalo não reuniram as preferências dos portugueses e foram, por isso, eliminados da competição.



A competição segue agora com nove finalistas e caminha a passos largos para a grande final, onde será conhecido o novo ídolo de Portugal. Recorde-se que o vencedor, além de um contrato discográfico com a Universal, leva também para casa um prémio monetário no valor de 30 mil euros e um automóvel Opel Corsa.

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