quinta-feira, 30 de julho de 2015

"Ídolos VI" | a análise #15 (Gala 6)

Os guilty pleasures protagonizaram a sexta gala do "Ídolos". Numa noite em que a vergonha foi posta de lado, Miguel M. Santos não convenceu os portugueses e foi eliminado da competição.

Foi ao som de sertanejo que arrancou a sexta gala da temporada de 2015 do "Ídolos". João Manzarra e Fauzer deram voz aos dilemas causados pela entrada nos 30 anos de idade. Com um momento de humor estava assim dado o pontapé de saída para uma gala em que os guilty pleasures foram o ingrediente principal.

Pena que esta "actuação em directo" tenha sido denunciada pelo facto de, após o genérico, o palco e João Manzarra terem já surgido em modo gala (como se 30 segundos fossem suficientes para tal). Se é verdade que se poderia ter disfarçado a situação (fazendo permanecer em cena os adereços e roupas da actuação sertaneja), não é menos verdade que o ideal era ter acontecido realmente em directo.

Mas, infelizmente, nesta temporada tem já sido recorrente a prévia gravação de algumas actuações, nomeadamente a dos convidados musicais. Trata-se claramente de uma opção (um pouco comodista) da produção e que ainda não conseguimos perceber - e esperamos sinceramente que a justificação não esteja relacionada com o tempo gasto em montar cenários e instrumentos, porque isso facilmente é ultrapassado por uma equipa rápida e bem oleada (com aliás, sempre aconteceu).

Concentremo-nos agora nas sete principais actuações da noite: a dos concorrentes, que foram desafiados a trazer ao palco os seus prazeres musicais secretos. As escolhas, no seu todo, deixaram muito a desejar, e convenhamos que de guilty pleasure pouco ou mesmo nada tinham. O tema da noite, que tudo tinha para surpreender, acabou por ser camuflado por escolhas musicais que procuraram apenas e só manter uma imagem e agradar ao público (estratégias que não podemos contestar até porque é o público quem vota e decide a permanência na competição).

Imagens à parte, o certo é que os concorrentes tinham nesta sexta gala uma oportunidade para se apresentaram como nunca antes, para se libertarem da imagem televisiva (que voluntária ou involuntariamente foram construindo) e para mostrarem uma pequena parte do seu "eu" musical. Poucos foram os que o souberam aproveitar e, nesse sentido, destacamos a azul os mais bem-sucedidos nos vários aspectos (escolha do tema, interpretação vocal e performance em palco).

 - João Couto - Careless Whisperer de George Michael 
 - Luís Travassos - Criatura da Noite de Entre Aspas
 - Rita Nascimento - One Day In Your Life de Anastacia 
 - Sara Martins - Wrecking Ball de Milley Cyrus
 - Paulo Sousa - Baby One More Time de Britney Spears 
 - Miguel M. Santos - I Want It That Way de Backstreet Boys
 - Carolina Bernardo - Bad Case Of Loving You de Robert Palmer

Quem também regressou ao palco do "Ídolos" foi Carolina Deslandes, depois de em 2010 ter ficado em terceiro lugar no talent-show. Carolina interpretou Carousel, o seu novo single, e aproveitou a oportunidade para anunciar o lançamento do seu próximo álbum.

Findadas as atuações, e depois de encerrada a votação telefónica, foi altura de revelar os menos votados da noite. Luís Travassos, Miguel M. Santos e Carolina Bernardo estiveram em risco mas foi Miguel o concorrente com menos votos dos portugueses e, por isso, foi eliminado da competição.


A corrida ao título de novo Ídolo de Portugal continua a todo o gás. Em jogo restam apenas seis concorrentes que, a partir da próxima gala, serão desafiados a interpretar dois temas musicais.

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