segunda-feira, 17 de agosto de 2015

“Ídolos” VI | a análise #18 (Gala 9 | Semifinal)

Ao fim de nove galas a aventura no "Ídolos" chegou ao fim para o Luís Travassos, que leva para casa um honroso quarto lugar. João Couto, Paulo Sousa e Sara Martins disputam agora um título que será conhecido já no próximo domingo: o de novo Ídolo de Portugal!

O músico Agir deu o pontapé de saída para uma noite que prometia muitas emoções. Ao lado dos quatro finalistas interpretou Tempo É Dinheiro, num momento de grande espetáculo que levou a plateia ao rubro. As primeiras actuações desta nona (e penúltima) gala foram marcadas por duetos com artistas nacionais e na segunda ronda os concorrentes foram desafiados a interpretar um tema de sucesso do ano em que nasceram.

As expectativas eram muitas, nomeadamente no que aos duetos dizia respeito. A produção da FremantleMedia Portugal foi, de resto, irrepreensível, e embora os concorrentes tenham cumprido o desejado, confessamos que estávamos à espera de mais: de mais emoção, de uma maior cumplicidade, de uma maior envolvência e de mais espetáculo. Tendo como ponto de comparação a semifinal da primeira temporada do "Factor X" (também ela marcada por duetos com músicos portugueses), esta semifinal do "Ídolos" ficou bastante aquém do esperado.

Na segunda ronda de actuações, sob o tema "o ano em que nasci", o nível das actuações melhorou substancialmente. Destacamos o conceito idealizado para os vídeos de apresentação, embora a execução não tenha corrido da melhor forma - muito por culpa de uma encenação mais forçada da parte de alguns concorrentes. Mas olhemos detalhadamente para o trabalho de cada um dos finalistas nesta semifinal.

 JOÃO COUTO (9/10) >>  Coube ao João iniciar as actuações da noite e, em dueto com os Virgem Suta, interpretou o tema Ela Queria - no nosso entender um tema banalíssimo, relativamente pouco conhecido do grande público e que não se presta a grandes actuações (e que se esperam numa semifinal). Poderá questionar-se se com este tema e dueto o concorrente não terá saído prejudicado face aos restantes colegas, mas o certo é que o muito ou pouco que lhe foi dado o João soube aproveitar com a inteligência de artista a que já habituou os portugueses. Não foi apenas mais uma agradável actuação, foi uma agradável actuação com o artista João Couto, o que faz toda a diferença.
Do ano do seu nascimento, 1995, trouxe ao palco do "Ídolos" a célebre Ironic, de Alanis Morissette. Uma escolha inicialmente questionável, dado tratar-se de um tema marcadamente feminino, mas que se tornou na melhor actuação da noite - que o diga a banda residente do programa, que nunca terá tocado com tal satisfação para nenhum outro concorrente. Os jurados não podiam ter sido mais claros: o João merece ganhar. Por todas as razões e mais algumas: pelo talento, pela humildade, pela qualidade, pela sinceridade, pelo artista que é e pelo prazer com que sempre pisa o palco. Para o João não há nenhum registo musical que seja "a sua praia"; o palco é "a sua praia". Dêem-lhe um palco, que ele trata do resto!
 SARA MARTINS (5/10) >>  Não podemos negar o talento e qualidade técnica desta concorrente, mas também não conseguimos fechar os olhos às atitudes muito pouco correctas que continua a apresentar em palco. Devido à sua postura arrogante e pouco receptiva a críticas a Sara tem deitado por terra todo o potencial que inicialmente apresentou. Ao lado de João Só com o tema Próxima Estação teve apenas e só uma actuação normal. Faltou alma, faltou sinceridade, faltou uma "Sara com coração", como muito acertadamente referiu Paulo Ventura. A "máquina que só pensa em ganhar" tanto quis mostrar que chegou a roçar o exagero nalgumas partes da canção, e um pouco mais de contenção na sua voz só tinha engrandecido a interpretação.
Directamente do ano em que veio ao mundo, 1996, a Sara trouxe Don’t Speak dos No Doubt, num momento que contou com uma cenografia muito interessante e onde se pôde redimir de alguns erros cometidos na primeira ronda. Ainda assim, a necessidade de exibir a sua voz de que falamos anteriormente resultou numa interpretação soluçada, uma tendência que a tem acompanhado nas últimas semanas. E não deixa de ser conveniente o aparente surgimento de lágrimas no final desta segunda actuação depois de um comentário menos positivo de Paulo Ventura na primeira ronda. São estratégias, afinal estamos a falar de uma competição e cada concorrente tem as suas (mais ou menos correctas). Felizmente para a jovem, a antipatia dos jurados rende votos e os resultados revelaram isso mesmo. A Sara sabe muitíssimo bem aquilo que quer, ao contrário do que tentou transparecer quando questionada por João Manzarra, e a reacção (leia-se gestos e expressões faciais) que teve assim que soube que estava na final falaram por si só.
 PAULO SOUSA (7/10) >>  Foi com o tema Amanhecer e ao lado de Susana Félix que o Paulo subiu pela primeira vez ao palco nesta semifinal. Foi um dos concorrentes mais favorecidos com o dueto, ou não fosse o tema sobejamente conhecido. Um registo que se fundiu na perfeição com a sua voz e que resultou numa boa actuação, embora nesta fase do programa esperássemos ainda mais da sua parte (pois sabemos que o concorrente pode e consegue dar). Ainda assim, destacamos muito positivamente a grande cumplicidade que em palco conseguiu estabelecer com Susana Félix.
Já a solo, e directamente de 1991, o Paulo interpretou Frágil de Jorge Palma. Tratou-se de uma actuação muitíssimo bem conseguida em todos os aspectos e que surpreendeu desde logo pela escolha: o concorrente arriscou, afastou-se da sua zona de conforto e foi bem-sucedido, o que demonstra que o podia ter feito mais vezes ao longo do programa. Salientamos, também, a melhoria da sua postura em palco; de facto, o Paulo tem vindo a perder parte da sua arrogância e começou a apresentar uma faceta bem mais simpática e que favorece bastante a sua imagem.
 LUÍS TRAVASSOS (5/10) >>  O Luís foi presenteado com um dueto ao lado de Cuca Roseta com o tema O Amor Não É Somente Amor. Tratou-se, efectivamente, um presente, ou não fosse este o seu registo de eleição. Das quatro actuações da primeira ronda esta foi, sem dúvida, a mais emocionante, mas subscrevemos novamente Paulo Ventura: foi bom, mas não passou de um momento bonito e nem tampouco se tratou de um dueto na verdadeira acepção da palavra. O fado foi, do início ao fim, da fadista e o Luís funcionou quase como um acessório à sua voz - por culpa, talvez, da divisão do tema que não lhe permitiu brilhar como seria esperado num fado (registo que é tão seu).
De 1990, e uma vez mais em português, o Luís interpretou Nasce Selvagem, dos Delfins. O arranque não foi o melhor, mas na segunda parte da canção melhorou consideravelmente. O Luís é, como aqui já referimos, um dos candidatos mais carismáticos desta temporada e, arriscamo-nos mesmo a dizer, dos concorrentes com personalidade musical mais vincada já encontrados em talent shows nacionais. Mas o que no início do programa foi a sua força demonstrou agora ser a sua fraqueza. A pouca versatilidade e a fraca adaptação a novos registos ditaram a sua expulsão nesta semifinal, numa decisão dos portugueses que, tendo em conta as últimas semanas, acabou por ser justa. O Luís saiu a sorrir e manteve a mesma postura simpática e correcta que sempre teve para com o público, jurados e colegas. Por este respeito e educação talvez merecesse mais estar na final do que alguns concorrentes, mas não temos dúvidas da carreira promissora que poderá vir construir.

Terminadas as actuações, João Manzarra - com um penteado que depressa foi alvo fácil de gargalhadas mas em nada atrapalhou a sua prestação ao longo da gala - recebeu em palco os alentejanos Átoa, com o tema Distância.

Depois de encerrado o televoto foi altura de conhecer as preferências do público. Luís Travassos e Paulo Sousa estiveram em risco, mas foi Luís que obteve menos votos dos portugueses e, por isso, despediu-se da competição com um honroso quarto lugar.


Estão assim encontrados os três magníficos da sexta temporada do "Ídolos". João Couto, Paulo Sousa e Sara Martins vão lutar pela vitória na gala do próximo domingo, mas apenas um será eleito o novo Ídolo de Portugal. Quem é o seu favorito?* Nós regressamos na próxima semana com aquela que será a última análise desta temporada do talent show.

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6 comentários:

  1. Bom dia ,
    Na esperança de ver este comentário na integra , depois de ler as vossas notas, venho por este meio, mais uma vez prestar vassalagem, a vossa tamanha capacidade de mal tratar alguns concorrentes a concurso e notar que vocês se repetem semana após semana o que na minha opinião é intolerante.

    Da vossa avaliação, denota-se um gostinho especial, em tentar espezinhar, a única concorrente feminina a concurso e para tal fazem um "jornalismo" que pouco têm de serio diria mesmo "sujo" , retirando, apenas as frases sensacionalistas dos comentários proferidos pelos jurados.
    Posto isto, nas duas frases por vos transcritas do Sr. Paulo Ventura "O Manager", faltou-vos dizer, a parte inicial, onde o mesmo refere, "Eu a semana passada vi televisão ... tenho saudades da Sara que tinha ... " ou seja "O Manager" não comentou aquele momento mas os momento da gala anterior, porque talvez "A Maquina" seja a mais forte concorrente, para o favorito do "Manager" e assumidamente vosso.
    Para tal, vocês, até assumem algumas palavras, do Pedro Boucherie Mendes como vossas "um pouco mais de contenção".
    Pena é, que para acabar em grande, não tenham transcrito as palavras da Maria João Bastos, onde diz que "Sentiu-se aqui a tua cumplicidade...", "Presença muito forte", "Eu gosto imenso da tua capacidade de trabalho que se nota no palco." mas a mais emblemática "E da tua naturalidade, parabéns", acabando por finalizar adaptando uma frase da musica do João Só "Como é que é pé na tábua fé em Deus até a final" e agora deixo para vocês e os leitores verem o que responde "A Maquina" e "O Manager".

    Mas, o melhor da vossa avaliação à concorrente feminina, vêm na segunda parte, quando dizem "Ainda assim, a necessidade de exibir a sua voz de que falamos anteriormente resultou numa interpretação soluçada, uma tendência que a tem acompanhado nas últimas semanas", será, que a minha televisão, anda a dar mal ou na sétima gala, a Sara Martins colocou os Jurados incluindo "O Manager" a bater palmas de pé, deixando-o mesmo sem palavras. "O melhor momento dos Ídolos", até a vocês, o foram capaz de o reconhecer nos comentários, remetendo a vossa única critica ao carácter da pessoa (apesar de não a conhecerem como alguns de vos conhecem o João Couto, isto é transcrito, na cumplicidade, dos vossos comentários e na forma, como não deixam transparecer os comentários menos positivos. ) e não à técnica como estão a fazer agora.
    Vocês, vão mais longe ainda, afirmando "E não deixa de ser conveniente o aparente surgimento de lágrimas no final desta segunda actuação...", eu gostava de ver algum de vocês, levar uma reprimenda, ser acusado injustamente, e voltar para a frente do avaliador, como se sentiriam.

    O ponto alto do vosso comentário, vem logo de seguida, "São estratégias, afinal estamos a falar de uma competição e cada concorrente tem as suas (mais ou menos correctas).".
    Mas afinal, vocês estão a falar de quem?
    Quando se referem as estratégias mais ou menos corretas, à vossa, que semana após semana, vêm tentando eliminar esta concorrente, ou a da Sara Martins, que semana após semana, vêm lutando contra todas as tentativas de denegrir a sua imagem.

    Já não chegava isto tudo, vocês ainda comentam, a reação de uma concorrente que consegue chegar à grande final, contra tudo e contra todos, mas não comentam, o olhar de esperança de a ver partir do "Manager", e o sorriso de descontente quando a vê na final.
    Não sei, porquê que não comentam a reação efusiva do João Couto, e por fim a dignidade do Paulo Sousa, quando sabe que vai para a final e reage de forma cordial, com o Luís Travassos.

    Atenciosamente,
    Bruno Faria

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    1. Caro Bruno

      Agradecemos, uma vez mais, o seu comentário, que só demonstra que de acordo ou não com a nossa opinião continua a acompanhar regularmente o nosso trabalho e que de alguma forma o mesmo é importante para si, facto que nos deixa muito satisfeitos.

      Não faz parte dos nossos princípios censurar opiniões e críticas de nenhum dos nossos leitores. Temos todo o respeito pela sua opinião, da mesma forma que, estamos certos, respeita a nossa. E por isso publicámos na íntegra o seu comentário - como aliás, sempre aconteceu, e nem podia ser de outra forma.

      O que acabou de ler - e correndo o risco de nos voltarmos a repetir - diz respeito a uma opinião colectiva de toda a equipa do nosso blog, e que se encontra devidamente fundamentada e justificada. Já dissemos, há duas semanas, tudo o que tinha de ser dito sobre estas análises, sobre a sua estrutura e sobre as suas funções e não vamos, por isso, alimentar mais nenhuma discussão.

      Continue sempre a visitar-nos e a manifestar as suas críticas e opiniões.

      Cumprimentos,
      OLHAR A TELEVISÃO

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  2. Mas isto é alguma brincadeira? Nunca tinha comentado, mas desta vez acho que passaram das marcas. Se vocês realmente são justos, expliquem-me, com que direito é que um elemento do júri tem de afirmar que uma pessoa não está a atuar com o coração. Eu não conheço a Sara de lado nenhum, portanto a minha opinião é completamente imparcial, tanto quanto é para ela, como para os outros, e mesmo assim eu NUNCA vi uma ÚNICA atitude dela menos humilde. O que eu vejo é uma concorrente que está a lutar para conseguir os objetivos e vejo tambem, e aconselho que revejam algumas partes de episódios, que ela é das únicas pessoas que fica mais "triste" com a saída dos colegas do que feliz por ter ficado (exemplo, quando a Carolina Bernardo saiu). Claro que é uma "máquina de querer ganhar". Também vejo o carinho que os colegas têm por ela, não o teriam, provavelmente, se ela não tivesse características na personalidade semelhantes às deles, creio. Agora, é assim, uma crítica destas nunca tinha sido feita a mais nenhum candidato, e provavelmente, se tivesse sido, a reação teria sido semelhante, se calhar nao de forma tão expressiva, mas igualmente marcante. O que eu vejo nela é uma pessoa espontânea e não hipócrita, ou seja, ela o que sente já está a mostrar e não vai fingir ter ficado satisfeita quando não ficou. Que eu saiba isso é uma qualidade. É verdade que temos de aceitar as duas coisas, mas isso também vem com a idade/maturidade de uma pessoa. Na segunda atuação, quanto à atuação "soluçada" (como decidiram denominar), é claramente obvio que ela evitou fazê-lo e já não faz tanto quanto noutras atuações, nas quais foi bastante elogiada pelos jurados, o que demonstra que ela tentou melhorar essa característica apesar de já não ser referida pelos elementos do júri, o que mostra apreço pelos conselhos que lhe são dados. Agora, insinuarem que ela usou a situação a seu favor? Insinuarem que convenientemente verteu uma lágrima? Peço desculpa, mas acho que deviam admitir que se excederam. A Sara, provavelmente e COMPREENSIVELMENTE ficou nervosa, e sendo que a segunda musica se tratou se um tema bastante intenso, as emoções sobem à flor da pele. Claramente que não foi nada forçado, nem vocês têm o direito de o insinuar publicamente, têm o direito de o pensar e direito à opinião, mas não de denegrir a imagem de uma pessoa. Aliás, a Sara não verteu uma unica lágrima após essa musica, novamente apelo para que revejam, ficou sim com os olhos "águados" mas não verteu uma unica lágrima. Verteu, sim, quando soube que estava apurada para a gala final com uma grande percentagem de votos. Isso é prever a situação? Onde é que ela mostrou que tinha planeado toda a situação? O que eu vi foi uma pessoa "rendida" e à espera de sair. Sim porque ela esteve em perigo na gala anterior e parecia que queriam, à força toda, expulsa-la do programa de uma vez por todas (porquê, pergunto-me? Para ter garantidamente um Idolo do sexo masculino? Não sei, nem me interessa.) e que teve um misto de emoções quando viu "Luz azul", se repararem ela deixou-se cair na cadeira e esteve sem reação enquanto o João Couto a abraçou, só depois mostrou felicidade e só depois todas as emoções "desabaram" em cima dela provocando as lágrimas. Foi isto que eu vi, e repito, não a conheço de lado nenhum, mas acho muito ingrato julgarem uma pessoa sem a conhecerem e não se tentarem por na sua posição.

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  3. Desde a primeira gala a minha eleita para ganhar é exatamente aquela que os vossos comentários têm vindo a denegrir semana após semana: a Sara Martins; porque, felizmente, a minha análise de comportamento é bastante melhor que a vossa. Esta concorrente não demonstrou uma única vez arrogância ou falta de humildade e era talvez uma das poucas que mostrava ouvir com atenção tudo o que lhe era dito para que pudesse melhorar a cada atuação. O que é a tal falta de humildade? É a expressão facial que faz depois de cantar a Take Me To Church, que demonstra a sua vontade de que tudo tenha corrido bem? Não? Ok... Vamos relembrar o que ela própria disse depois da interpretação que fez da Yellow Flicker Beat: "Eu sou muito nervosa". É a isso que vocês chamam de arrogância? O olhar atento e preocupado, com medo de que o trabalho todo que teve durante a semana não tenha sido suficiente? Não? Pronto... A falta de caráter de que vocês tanto falam foi vista quando o Paulo questiona o facto de ela ter perdido de certa forma os tempos enquanto cantava a Dog Days Are Over e ela assume imediatamente o erro? Ou quando o Pedro a aconselha a afastar o microfone nas notas mais altas e ela não só aceita, como agradece a crítica? Também não? Tudo bem... Tiraram essa conclusão quando ela fez uma das suas melhores atuações com A Pele Que Há Em Mim e o Pedro pediu que ela voltasse a ver a parte final para que não continuasse a mostrar-se tão apreensiva nas galas seguintes e a Sara predispõe-se a fazer exatamente o que lhe é pedido? Ainda não? Foi na Ain't Nobody quando lhe perguntam se ela esteve perfeita e a resposta é "Sem dúvida que não"? Duvido... Avancemos! Será que foi aquele comentário que o Pedro fez aos "tiques" da voz dela na Wrecking Ball? É que ela nem tentou perceber exatamente a que é que ele se referia quando lhe perguntou "É o sotaque?"!!! Na sétima gala nem têm por onde pegar... honestamente ainda estou a tentar perceber de onde é que a ideia de arrogância saiu. Vocês próprios tiveram dificuldades em encontrar algo para apontar à Something's Got A Hold On Me que sentiram necessidade de inventar que a Sara não é humilde... Enfim! Let's move on, shall we? Não criticaram a I Want You Back, mas obviamente não podiam deixar que a semana passasse sem dizerem que a atitude dela não é correta e então foram buscar o único comentário negativo que ela recebeu... Sim, o Pedro disse que não tinha gostado da atuação vocalmente e o que é que ela fez? Disse: "obrigada"! Mas onde é que já se viu alguém tão arrogante, este mundo vai de mal a pior! Se o que vos incomoda é a expressão facial, gostava de vos perguntar se gostam de sentir que o vosso trabalho não é reconhecido? Estamos quase a chegar ao fim! Estabelecendo aqui um conceito: para mim, uma crítica construtiva é feita em relação à técnica ou à performance e não à personalidade. O que o Paulo Ventura fez foi de nível baixíssimo. O problema não foi a Sara não "saber ouvir os dois", foi que aquilo que ele apontou foi, por falta de melhor termo, estúpido. De semana para semana, todos referiam a determinação, a garra, a paixão que esta concorrente irradia e, de um momento para o outro, dizem-lhe que é uma máquina que só quer ganhar o programa? O mais engraçado é que, quando ela se mostra sentida na atuação seguinte, é acusada de ter uma estratégia. Eu pergunto, mas vocês afinal querem o quê? Acham que não se emociona, logo é uma máquina; evidencia a emoção, está a fazer-se de coitadinha. Menos, muito menos! Critiquem a atuação, não mencionem arrogância através do que vêem durante 10 segundos todas as semanas. Não sou a Sara para saber o que lhe vai pela cabeça, mas não é difícil ver que se há coisa que não falta àquela miúda é coração. Para fazer este comentário, estive a rever todas as prestações da Sara - queria tentar entender em que é que vocês se baseavam. Cheguei à conclusão que só pode ser numa coisa: burrice. MUITA FORÇA SARA!!

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    1. Sem tirar nem por, a isto se chama, de facto, uma análise com fundamento e justificação. Parabéns, Matilde, pela sensatez!!

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    2. Muito obrigada! Vinha a engolir as avaliações destes senhores há algum tempo mas considero que na semana passada excederam todos os limites existentes e tive que me pronunciar. A paixão e esforço da Sara são evidentes e hei-de a defender com o que for preciso perante injustiças como esta... Imagino que custe trabalhar tanto e depois ter de se deparar com comentários como aquele.

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