terça-feira, 25 de agosto de 2015

João Couto: "Dedico esta vitória aos meus pais"

João Couto foi o grande vencedor da sexta temporada do "Ídolos". Momentos depois da consagração como novo ídolo de Portugal, o jovem reagiu à vitória e, ainda emocionado, dedicou-a aos seus pais.

Visivelmente feliz e surpreso com a escolha dos portugueses, João Couto dedicou o primeiro lugar no programa da SIC aos pais, Luísa e José. "Dedico esta vitória aos meus pais. Se não fosse por eles, não tinha vivido o Ídolos como vivi e nunca teria encarado esta competição da maneira que encarei. Eles foram absolutamente basilares naquilo que eu fiz neste programa", admitiu.

Ao longo de nove galas, o jovem de 19 anos, natural de Vila Nova de Gaia, nunca figurou entre os menos votados, mas isso nunca foi encarado como uma garantia de vitória na gala final. Este voto de confiança do público funcionou antes como um incentivo extra para, semana após semana, se superar a si próprio. "Eu tenho que fazer jus àquilo que as pessoas estão a fazer por mim, que é inacreditável", referiu.

Ainda embalado pelas emoções fortes da vitória, o vencedor reconheceu que a sua personalidade musical pode inicialmente ter colocado algumas dúvidas aos espectadores, mas sempre faz para provar que tinha mais para dar. "O facto de o Ídolos me ter aceitado e nunca me ter obrigado a ser outra pessoa que não eu próprio só me diz que tenho que continuar assim, que tenho de me manter fiel, trabalhador e persistente".

Foi com este pensamento que o concorrente encarou a presença na grande final, ao lado de Sara Martins e Paulo Sousa, segunda e terceiro classificados do programa. "Eu cheguei aqui, estive as semanas todas, conheci esta gente toda, vivi experiências maravilhosas e agora vou para a gala final e vou fazer o meu melhor. Vou ser aquilo que eu sou", explicou.

E o que é, afinal, ser um ídolo? "Ser um ídolo não é só cantar bem; é escolher as músicas, é saber trabalhar com uma banda, com uma equipa de filmagens, com entrevistas (risos)… é preciso ter um malabarismo destas coisas todas". Os vários meses de aprendizagem no programa, assegurou, tornaram-no num músico mais seguro e com uma maior autoestima artística. E fica uma certeza: "não é preciso ter um ar de super estrela. É preciso ter talento, conhecimento, e capacidade de trabalhar canções".

"Suceder ao Diogo é qualquer coisa de pesado"

João Couto tem bem presente o peso de suceder a Diogo Piçarra no título de ídolo de Portugal. "O Diogo tem sido dos concorrentes de talent shows que melhor tem aproveitado a vitória e tem feito um inicio de carreira extraordinário. Tem noção de que imagem deve passar ao público, do tipo de música que deve fazer e tem uma maturidade fora do comum", reconheceu.

De Diogo Piçarra é também o single "Chama Por Mim", que imediatamente após a vitória João interpretou em palco (e que depressa entrou para o top de vendas no iTunes). "Fico muito grato ao Diogo por ter escrito esta canção para o vencedor, independentemente de quem ele fosse. Fez um trabalho incrível a escrever uma canção que se enquadrava tão bem em cada um dos candidatos".


Sobre o disco que, a partir de agora, irá desenvolver com Universal Music Portugal, e que faz parte dos prémios do programa, João adiantou que terá uma sensibilidade pop e uma sonoridade rock. "Eu gosto de melodias que fiquem na cabeça, é o único critério que tenho para escrever músicas." E quanto a colaborações, deixou o recado: "Miguel Araújo, se estiveres a ouvir isto, estou aqui!".

A vitória no programa da SIC rendeu-lhe ainda um um automóvel e um prémio monetário no valor de 30 mil euros que deverá ser usado para estudar "produção e escrita musical no sítio onde a música pop existe e vive que é em Londres, ou possivelmente nos EUA". Num futuro próximo, os planos do novo ídolo de Portugal passam pela conclusão da licenciatura em Som e Imagem, na Universidade Católica do Porto, que tentará articular com o início da sua carreira musical.

A terminar, João deixou ainda algumas palavras de agradecimento: "a todas as pessoas que votaram porque acreditaram em mim quando eu achava que ninguém acreditava, aos jurados, por me terem escolhido para estar nos finalistas e aos concorrentes que me acompanharam na fase das galas. Ganhei aqui amigos para a vida, eles são extraordinários", concluiu.

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