terça-feira, 13 de outubro de 2015

"The Voice Portugal" em análise | #2.1 (ESTREIA)

O "The Voice" regressou a Portugal para a "melhor temporada de sempre", garantem os envolvidos. E embora seja ainda cedo para o constatar, a emissão de estreia faz já antever um desempenho promissor.

Um jogo da tão aclamada selecção nacional de futebol, como mobilizador de audiências. A transmissão de um mini concerto, em jeito de preparação do terreno. A juntar a tudo isto, chuva, muita chuva, como motivação extra para ficar colado ao ecrã. Amantes do esoterismo dirão que os astros se alinharam para esta estreia. Um olhar mais pragmático fará referência a um trabalho de casa bem feito. Análises à parte, o certo é que o talent show da RTP regressou num dia que dificilmente poderia reunir melhores condições.

Marcava o relógio 21h08 quando o "The Voice Portugal" regressou ao pequeno ecrã. Em noite de estreia, houve talento, houve emoção, houve lágrimas, houve sorrisos, houve momentos de alguma tensão e outros tantos de muito humor. Não será difícil de explicar a excelente receptividade que teve junto do público - num feito histórico para a RTP que conseguiu destronar um reality show da concorrência. Estamos perante uma grande produção da Shine Iberia Portugal que, ao longo das quase duas horas de emissão, reuniu os ingredientes certos para agarrar os portugueses ao ecrã.

Numa temporada que tem sido anunciada como "a melhor de sempre", a estreia trouxe algumas alterações, como a introdução da cortina que impede público e mentores de visionar alguns concorrentes. Também a cenografia sofreu pequenas modificações, quer no estúdio das Provas Cegas quer nas salas de espera, embora fosse expectável uma renovação mais marcada - o que, infelizmente, não deverá acontecer tão cedo, fruto dos cortes orçamentais. Os novos oráculos introduzidos também não convenceram totalmente.
Gostaríamos de traçar uma análise da app interactiva do programa, mas tal não será possível uma vez que a mesma não existe - ou pelo menos, ainda não existe. Parece-nos incompreensível que o lançamento aconteça depois da estreia, num atraso grave que evidencia algum desleixo da parte dos envolvidos. Seria inteligente repensar as formas de interacção da referida aplicação, nomeadamente a do 5º mentor, até porque este atraso implica que sejam desprezados dos jogos os concorrentes ouvidos nesta primeira emissão.

Não sendo este um coro de críticas, há também espaço para elogios, a começar desde logo pelos quatro mentores, que exibiram uma interacção perfeita entre si e com os concorrentes. Destacar a estreia de Áurea, que se adaptou na perfeição à pressão da cadeira giratória e mostrou estar à altura dos colegas Mickael Carreira, Marisa Liz, e Anselmo Ralph. Elogios sejam também estendidos aos anfitriões do programa, Catarina Furtado e Vasco Palmeirim, iguais a si próprios ao longo de toda a emissão: um simpático Vasco, sempre animado e num registo nitidamente humorístico, e uma carinhosa Catarina, visivelmente afectiva e de lágrima fácil.

Os talentos da noite deram que falar. Pelo palco das Provas Cegas passaram diferentes faixas etárias, fizeram-se ouvir distintos estilos e houve ainda espaço para alguma controvérsia, com concorrentes inesperados num canal marcadamente tradicional. Foi com muito agrado que vimos valorizadas as regiões autónomas e as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo. E é notável que concorrentes estrangeiros venham tentar a sua sorte nas versões portuguesas destes formatos - estamos acostumados que aconteça o inverso e nem sempre valorizamos o que de melhor se faz por cá. Seja este um bom presságio para a internacionalização e venda dos nossos produtos e para a criação fontes de receitas que se venham a reflectir numa melhor programação.

Em noite de muitas e boas vozes, as cadeiras giraram várias vezes e os quatro mentores lutaram entre si para garantirem os melhores concorrentes nas suas equipas. Façamos agora um balanço desta primeira Prova Cega.

MICKAEL CARREIRA
MARISA LIZ
ÁUREA
ANSELMO RALPH
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Marisa Liz segue isolada, com 4 lugares ocupados e 10 disponíveis. Mickael Carreira e Áurea conquistaram 2 concorrentes, e seguem para a segunda Prova Cega com 12 lugares em aberto. Anselmo Ralph, que só conquistou um concorrente, dispõe de 13 lugares na sua equipa.

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