quarta-feira, 23 de março de 2016

"Got Talent Portugal" em análise #2.6 | GALA 1

Cinco semanas de audições, cinco botões dourados, uma criteriosa selecção dos jurados, 48 semifinalistas e um país de olhos postos no talento. Chegaram as galas do Got Talent Portugal. Em análise, a primeira emissão em directo do programa da RTP1.

As expectativas estavam em alta e, num cômputo geral, pode dizer-se que a FremantleMedia Portugal não desiludiu - pelo menos, não por completo. A qualidade continua a ser uma máxima desta equipa de produção que, nos últimos anos, evoluiu de forma notável (reflexo dos grandes formatos que tem tido em mãos). Do primeiro ao último segundo, a RTP1 apresentou aquilo a que se pode chamar de boa televisão e de bom entretenimento (um conceito muitas vezes desvirtuado).

Não obstante o bom trabalho, as inseguranças de uma estreia fizeram-se notar nesta gala, nem tanto nas questões técnicas - claramente estruturadas e executadas para igualarem o formato português às versões internacionais -, mas principalmente numa dupla de apresentadores nervosos e dependentes do teleponto. De facto, o nervosismo intrometeu-se em grande parte das intervenções dos anfitriões, principalmente de Vanessa Oliveira, e a interacção entre os dois também não foi a melhor. A margem de progressão, porém, é grande e por isso esperam-se melhorias nas próximas semanas.

O estúdio foi, por outro lado, a desilusão da noite. Depois de um inteligente trabalho de cenografia apresentado no ano passado num espaço muitíssimo limitado (os estúdios da ContraCampo), era expectável que a mudança para o estúdio 3 da Valentim de Carvalho representasse alterações significativas no tamanho e, até, na forma, mas tal não aconteceu. Exceptuando o ligeiro aumento da bancada, o cenário de 2015 manteve-se praticamente intacto, o que é de lamentar.

A última nota técnica desta análise vai para a aplicação interactiva cuja utilização prática, mesmo com a chegada dos directos, continua a ser quase nula. Tudo se resume a informações e vídeos sobre o programa, a um botão dourado que pode ser utilizado pelos utilizadores nas suas actuações favoritas e a uma ou outra questão feitas em directo pelos apresentadores. O verdadeiro potencial destas apps continua a ser desperdiçado. Veja-se, por exemplo, que persiste o obsoleto sistema de votação por chamada telefónica, um método praticamente em desuso lá fora, mas que daqui parece não arredar pé. Aparentemente, a tv portuguesa não deverá dar este salto tão cedo.

A música, a dança e as artes circenses dominaram os concorrentes em competição na primeira gala. Os oito semifinalistas levaram a palco os seus talentos, embrulhados num bom trabalho de produção que contribuiu para fazer chegar o espectáculo a casa dos telespectadores. Nas tabelas seguintes são eleitas as melhores e piores actuações da noite sob os pontos de vista do talento,  do espectáculo e da produção.

Os melhores da noite em ...
... talento
Ricardo (rever)
MASTRO CHINÊS
... espectáculo
Mariana e Alfredo (rever)
FORÇAS COMBINADAS
... produção
Miguel (rever)
PIANO
Os piores da noite em ...
... talento
Luís Ramalho (rever)
CANTO
... espectáculo
Luís Ramalho (rever)
CANTO
... produção
Micaela Abreu (rever)
CANTO
Actuações feitas e votos contados, o pódio do público foi entregue a Micaela (canto), Mariana e Alfredo (forças combinadas) e Ricardo (mastro chinês). A jovem da Madeira, por ser a concorrente com a maior percentagem de votos, garantiu o acesso à grande final. Os restantes foram submetidos ao voto do júri, e a escolha recaiu sobre a dupla de concorrentes do Porto.



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